ADAPTAÇÃO ESCOLAR

Todos os anos, quando a escola recebe uma nova turma de crianças  iniciando sua vida escolar, é necessário convidar as famílias a refletir acerca desse momento tão importante e ao mesmo tempo delicado, pois envolve muitos sentimentos. 
Para a criança, entrar na escola é um desafio, algo excitante pelo novo a ser desvendado mas é, também, frequentemente aterrador pois o desconhecido traz, com certeza, inseguranças. Por isso, podemos dizer que uma certa ambivalência normalmente ocorre em todo início de ano escolar. Afinal, trata-se do começo da vida escolar de uma criança, de uma escola nova, de uma sala de aula desconhecida ou de um novo professor.

Seja qual for a dimensão do elemento novo é bom lembrar que autoconfiança surge de separações bem sucedidas e, sendo a escola um dos primeiros lugares onde essa experiência vai se dar na história de uma criança, faz-se importante a confiança dos pais ou responsáveis no estabelecimento que escolheram para seu(sua) filho(a). Este sentimento é necessário para que possamos trabalhar em conjunto.

Como posso ajudar meu filho a adaptar-se na escola? O que é fundamental?

…que a mãe mostre-se compreensiva aos temores da criança, deixando-a falar sobre seus sentimentos e, jamais minimizando seus medos frente ao novo. Não abster-se de falar no assunto, pressupondo que a criança não entenda o que está se passando.

… que o horário estabelecido pela escola seja respeitado rigorosamente, no início da adaptação e no decorrer do ano, pois lembramos que adaptar-se é um processo contínuo no qual mensagens são passadas, tais como: “seja pontual, cumpra seus compromissos e horários”. A chegada e a saída no horário são importantes porque a criança participará de todos os momentos que compõem a rotina de trabalho, construindo a noção de começo, meio e fim.

Nunca, em hipótese alguma, mentir para a criança quando tiver que ir embora ou ausentar-se da sala de aula, com desculpas do tipo: “vou ali e volto já ou mamãe vai ficar ali fora” etc. quando na realidade vai embora. Dizer sempre a verdade, mesmo que a criança chore por algum tempo, é a melhor maneira de mostrar ao seu(sua) filho(a) que pode confiar em você, mesmo que isto o faça sofrer. A isto chamamos de CONFIANÇA.

… que ao invés do adulto muito ansioso, que não consegue se sentir tranqüilo, a criança possa ser acompanhada pela babá, avó, enfim, outra pessoa que não esteja tão envolvida e assim sendo, possa transmitir segurança e tranquilidade.

Em que a escola pode ajudar meu(minha) filho(a) a adaptar-se?

- Favorecer a autonomia e o senso de coletividade da criança, mostrando a mesma que não é o centro do mundo.
- Ensinar a dividir atenção, materiais, brinquedos, espaço etc.
- Ensinar a respeitar o coleguinha para também ser respeitado.
- Oportunizar às crianças o desenvolvimento das relações interpessoais, criando no indivíduo habilidades sociais, equilíbrio emocional e afetivo.
- Ampliar seu contexto social criando novas oportunidades de resolução
de problemas.

Como meu(minha) filho(a) poderá reagir frente a esta adaptação?

- A criança poderá chorar ao separar-se da mãe ou pessoa significativa, não querer brincar, não querer comer ou não falar, chupar o dedo, voltar a fazer xixi na cama, apresentar sintomas psicossomáticos (constipação, enurese,dores de cabeça), reações agressivas ou atrasadas (parecer muito bem nos primeiros dias e depois regredir). Isto pode se dar porque a criança, passados seus dias de exploração de ambiente e de materiais novos, percebe, de fato, a falta da mãe.
 

- Mordidas ou similares, arranhões, machucadas etc., podem acontecer, pois trata-se de uma forma de mostrar sentimentos. Nestes casos a escola procede da seguinte forma: toma as providências necessárias (como colocar remédios) e comunica aos pais, por telefone ou em recado pela agenda. Mas, não se desespere! Tudo é uma questão de tempo!

Como lidar com esta “separação”?

Os pais e, em especial as mães, pelo maior convívio e suprimento das necessidades da criança, também necessitam de um ajustamento emocional para esta nova situação. É normal que elas desejem que o filho(a) se dê bem na escola e que para isso procurem incentivá-lo, podendo antever, também, a oportunidade de disporem de um pouco mais de tempo para si próprias.

Muitas mães, entretanto, sentem que a escola está lhes “roubando” o filho e têm, dificuldades em aceitar a ideia de entregá-lo aos cuidados de “outros” durante várias horas do dia, por acharem que somente elas cuidam da maneira correta.

É preciso que haja, de ambas as partes, respeito pelos papeis que cada um desempenha. Pois mãe é mãe e escola é escola. Cada uma sendo coadjuvante na caminhada da criança para desenvolver-se.
Falamos muito sobre a ansiedade da criança em seus primeiros dias de aula, e também precisamos falar de ansiedade que os pais sentem em tal ocasião.

É no lar que a criança cresce emocionalmente, encontrando aí a base segura a partir da qual ela pode sair para explorar o mundo, e para onde as novas pressões e exigências a fazem retornar, em busca de amor, reconforto e descanso.

Se houver disputa entre família e escola, pela lealdade e afeição da criança, não poderá ocorrer solução feliz. Evitar esse conflito significa aceitar que escolas e lares, embora imperfeitos, têm muito para oferecer à criança.
No mais, esperamos que todos nós sejamos felizes com essa nova convivência.

 

 

 

Algumas dicas, no entanto, são importantes para ajudá-los a vencer o desafio:  

1. Deve-se evitar muito assédio à criança neste período; assim, somente um adulto (mãe,pai,avó,babá) deve acompanhá-la a cada dia. Recomenda-se ainda evitar fotos e/ou filmagem nos primeiros dias;
2. O acompanhante deve permanecer na sala de aula o mínimo possível, permitindo desse modo a criação do vínculo da criança com suas professoras e colegas;
3. Cada criança tem uma forma particular de encarar o novo. Evite comparar as reações do(a) seu/sua filho(a) às dos seus colegas ou irmãos maiores;
4. Não interrompa o processo de adaptação por motivos triviais;
5. Nunca demonstre insatisfação na presença da criança com queixas e reclamações sobre a escola, caso tenha algum questionamento a fazer, procure o serviço de coordenação.
6. Paciência! Com amor e tolerância, todos eles conseguirão adaptar-se ao novo ambiente.

*TODO CONTEÚDO DESTA REPORTAGEM FOI PRODUZIDO PELA EQUIPE PEDAGÓGICA ESPAÇO EDUCAR

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