8 de março: o que pensam nossas diretoras sobre essa data

O Dia Internacional da Mulher é mais do que uma celebração. É um marco de reflexão, luta e compromisso com a construção de um mundo mais justo e igualitário. No contexto educacional, essa data ganha ainda mais relevância, pois é na escola que valores como respeito, equidade e empoderamento começam a ser fortalecidos.

Na Escola Espaço Educar, três mulheres ocupam posições de liderança e são exemplos de que a educação é um dos principais caminhos para a transformação social. Sílvia Melo, diretora-executiva, Conceição, diretora pedagógica, e Luciana, diretora administrativo-financeira, compartilham suas visões sobre o papel da educação na construção de uma sociedade mais justa para meninas e mulheres, além dos desafios que ainda precisam ser superados.

Nesta conversa, elas refletem sobre a importância do 08 de março e o impacto que a educação pode ter na formação de novas gerações comprometidas com a igualdade. Confira:

Qual o papel da educação na construção de uma sociedade mais igualitária para meninas e mulheres?

Sílvia: A grande função da educação é a transformação. Quando falamos de igualdade de gênero, estamos tratando de uma das pautas mais urgentes, pois a educação das novas gerações pode trazer esperança de um futuro melhor, com mais respeito e dignidade.

Conceição: Gosto de dizer que a educação é o único caminho possível para formar cidadãos justos, responsáveis e comprometidos com a transformação social. Mais do que multiplicar conhecimento, a escola precisa despertar o desejo de ser melhor, de respeitar e cuidar do outro, de promover o bem comum.

Luciana: A educação ajudará as pessoas a se respeitarem mais, independentemente de gênero. É essencial que essa conscientização comece desde cedo, pois abrirá as portas para um caminho mais igualitário.

 

Qual a importância do 8 de março para você?

Sílvia : É o momento de renovar e fortalecer a discussão sobre temas que não podem ser esquecidos. Precisamos ampliar essa conversa e garantir que ela se torne cada vez mais efetiva.

Conceição: Sempre penso nas mulheres corajosas e destemidas que vieram antes de nós. Elas enfrentaram desafios enormes para abrir caminhos para as gerações seguintes. Honro, reconheço e agradeço por isso. E também sinto que é minha responsabilidade deixar um legado de força, coragem e sensibilidade para as mulheres que virão depois de mim.

Luciana: Para mim, é um momento de reflexão e fidelização sobre essa luta pelo respeito e pela igualdade.

 

Quais desafios ainda precisam ser enfrentados pelas mulheres que ocupam cargos de liderança?

Sílvia : O grande desafio é ocupar esses espaços, apesar do desconforto que isso ainda pode causar. É preciso desbravar, sem medo, os lugares que nos cabem.

Conceição: Na minha trajetória, não enfrentei grandes dificuldades por ser mulher, mas percebo que, para muitas, o acúmulo de funções ainda é um limitador do desenvolvimento profissional. A falta de conhecimento gera insegurança e, consequentemente, menos visibilidade e oportunidades. Como eu costumo dizer: “Ninguém segura uma mulher segura!”.

Luciana: Precisamos continuar firmes, ter consciência da importância do nosso papel e buscar conhecimento sempre. Essa é a chave para seguir avançando.

 

O Dia Internacional da Mulher nos lembra que há progressos a celebrar, mas também muito a conquistar. E, como salientaram as diretoras, a educação tem um papel fundamental nessa jornada. Que através dela, possamos seguir aprendendo, refletindo e avançando.