Espaço Educar traz grupo da tribo Kariri-Xocó para momento de Vivência Indígena

Para lembrar o dia dos povos indígenas, celebrado em 19 de abril, nessa segunda-feira (16/04) aconteceu uma Vivência Indígena na nossa escola, com a presença do grupo Dzubucua, da etnia Kariri-Xocó. O objetivo da vivência foi esclarecer para as crianças algumas particularidades dos povos indígenas e desmistificar o estereótipo de índio que é perpetuado, abrindo espaço para reflexões sobre a diversidade social e cultural no Brasil.

O representante do grupo, Ivanildo, falou sobre a história da tribo, sua cultura e costumes e compartilhou um pouco da sua rotina e hábitos. Houve ainda demonstração de pintura no rosto e uma apresentação da tradicional dança do Toré, em que os alunos também foram convidados a participar.

O momento contou ainda com exposição e venda de artefatos indígenas. Além disso, a escola arrecadou alimentos não perecíveis, que foram todos destinados àquela comunidade indígena.

x                                                    A  maioria das pessoas ainda tem uma noção simplificada sobre esses povos, remetendo à época do descobrimento do Brasil, em que andavam nus, viviam em ocas e sobreviviam da caça e da pesca. A tribo Kariri-Xocó, apesar de ainda manter a maioria das suas tradições e rituais, já foi muito influenciada pela civilização. Eles compram alimentos em supermercados, moram em casas de tijolo e usam roupas comuns no dia a dia.

Os Kariri-Xocó

A denominação foi adotada como consequência de uma fusão ocorrida há cerca de 100 anos entre os Kariri, de Porto Real de Colégio e os Xocó, da ilha fluvial sergipana de São Pedro. Quando foram extintas as aldeias indígenas pela política fundiária do Império, tiveram suas terras invadidas, indo buscar refúgio junto aos Kariri da outra margem do rio. Atualmente, estão localizados na região do baixo São Francisco, no município alagoano de Porto Real do Colégio e a população está estimada em 2.500 pessoas. Seu cotidiano é muito semelhante ao das populações rurais de baixa renda, que vendem sua força de trabalho nas diferentes atividades agropecuárias da região. Contudo, o grupo preserva algumas tradições, como o ritual religioso secreto do Ouricuri e a dança do Toré.

 

 

 

 

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