Os alunos do 1º ano, receberam a visita de um inseto muito feio, em mais uma dramatização especial da Semana da Criança. A peça encenada pelas educadoras foi inspirada no livro de literatura infantil de mesmo nome do personagem.
Veja fotos:
Os alunos do 1º ano, receberam a visita de um inseto muito feio, em mais uma dramatização especial da Semana da Criança. A peça encenada pelas educadoras foi inspirada no livro de literatura infantil de mesmo nome do personagem.
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Segunda-feira é dia de roda de leitura para turmas do Maternal II
E para entrar nessa roda, basta ter vontade de viajar pelo mundo mágico das histórias infantis. O bilhete dessa viagem não custa caro, pois a moeda é a imaginação!
Como acontece a dinâmica da roda?
As crianças são convidadas a fazer um passeio pela Biblioteca Educar. Chegando lá, são apresentadas aos balaios e estantes com livros, onde cada uma pode escolher o título que desejar. O momento da roda tem a duração de uma hora, tempo que meninos e meninas podem ficar se divertindo e trocando com os colegas as histórias emprestadas.
E o que elas mais gostam de ler?
Fábulas, histórias coloridas e bem ilustradas, são estes os livros mais solicitados pelas crianças do Maternal II, que ainda estão caminhando para o processo de construção da escrita, etapa que ocorrerá nos jardins. A turminha das professoras Célia e auxiliar Nayara, fotografadas para esta reportagem, elegeram como títulos favoritos os seguintes:
O casamento da Dona Baratinha;
A gansa de ouro;
O Homem de chocolate.
RODA DE LEITURA: veja todas as FOTOS!
Filó, a joaninha, acordou cedo.
– Que lindo dia! Vou aproveitar para visitar minha tia.
– Alô, tia Matilde. Posso ir aí hoje?
– Venha, Filó. Vou fazer um almoço bem gostoso.
Filó colocou seu vestido amarelo de bolinhas pretas, passou batom cor-de-rosa, calçou os sapatinhos de verniz, pegou o guarda-chuva preto e saiu pela floresta: plecht, plecht…
Andou, andou… e logo encontrou Loreta, a borboleta.
– Que lindo dia!
– E pra que esse guarda-chuva preto, Filó?
– É mesmo! – pensou a joaninha. E foi para casa deixar o guarda-chuva.
De volta à floresta:
– Sapatinhos de verniz? Que exagero! – Disse o sapo Tatá. Hoje nem tem festa na floresta.
– É mesmo! – pensou a joaninha. E foi para casa trocar os sapatinhos.
De volta à floresta:
– Batom cor-de-rosa? Que esquisito! – disse Téo, o grilo falante.
– É mesmo! – disse a joaninha. E foi para casa tirar o batom.
– Vestido amarelo com bolinhas pretas? Que feio! Por que não usa o vermelho? – disse a aranha Filomena.
– É mesmo! – pensou Filó. E foi para casa trocar de vestido.
Cansada da tanto ir e voltar, Filó resmungava pelo caminho. O sol estava tão quente que a joaninha resolveu desistir do passeio.
Chegando em casa, ligou para tia Matilde.
– Titia, vou deixar a visita para outro dia.
– O que aconteceu, Filó? – Ah! Tia Matilde! Acordei cedo, me arrumei bem bonita e saí andando pela floresta. Mas no caminho…
– Lembre–se, Filozinha… gosto de você do jeitinho que você é. Venha amanhã, estarei te esperando com um almoço bem gostoso.
No dia seguinte, Filó acordou de bem com a vida. Colocou seu vestido amarelo de bolinhas pretas, amarrou a fita na cabeça, passou batom cor-de-rosa, calçou seus sapatinhos de verniz, pegou o guarda-chuva preto, saiu andando apressadinha pela floresta, plecht, plecht, plecht… e só parou para descansar no colo gostoso da tia Matilde.
Nye Ribeiro, autora desta fábula, é educadora e jornalista e já escreveu mais de 30 livros
Nina Moraes, que ilustrou este conto com desenhos e colagens em tecido, é gaúcha de Porto Alegre
Lenda recontada por Giba Pedroza, ilustrada por Orlando – Especial para o site Nova Escola
Diz que era uma vez um homem que era o mais preguiçoso que já se viu debaixo do céu e acima da terra. Ao nascer nem chorou, e se pudesse falar teria dito:
“Choro não. Depois eu choro”.
Também a culpa não era do pobre. Foi o pai que fez pouco caso quando a parteira ralhou com ele: “Não cruze as pernas, moço. Não presta! Atrasa o menino pra nascer e ele pode crescer na preguiça, manhoso”.
E a sina se cumpriu. Cresceu o menino na maior preguiça e fastio. Nada de roça, nada de lida, tanto que um dia o moço se viu sozinho no pequeno sítio da família onde já não se plantava nada. O mato foi crescendo em volta da casa e ele já não tinha o que comer. Vai então que ele chama o vizinho, que era também seu compadre, e pede pra ser enterrado ainda vivo. O outro, no começo, não queria atender ao estranho pedido, mas quando se lembrou de que negar favor e desejo de compadre dá sete anos de azar…
E lá se foi o cortejo. Ia carregado por alguns poucos, nos braços de Josefina, sua rede de estimação. Quando passou diante da casa do fazendeiro mais rico da cidade, este tirou o chapéu, em sinal de respeito, e perguntou:
“Quem é que vai aí? Que Deus o tenha!”
“Deus não tem ainda, não, moço. Tá vivo.”
E quando o fazendeiro soube que era porque não tinha mais o que comer, ofereceu dez sacas de arroz. O preguiçoso levantou a aba do chapéu e ainda da rede cochichou no ouvido do homem:
“Moço, esse seu arroz tá escolhidinho, limpinho e fritinho?”
“Tá não.”
“Então toque o enterro, pessoal.”
E é por isso que se diz que é preciso prestar atenção nas crendices e superstições da ciência popular.
A dança do arco-íris


O céu ameaça a Terra
Pégaso e Andrômeda, a princesa acorrentada*Lenda maori recontada por Maria de la Luz, ilustrada por Kipper
Especial Site Nova Escola
No início só havia Kore, a energia, vagando na escuridão do espaço infinito. Então, veio a luz e surgiram Ranginui, o Pai Céu, e Papatuanuku, a Mãe Terra. Rangi e Papa tiveram muitos filhos: Tangaroa, deus das águas; Tane, deus das florestas; Tawhirmatea, deus dos ventos; Tumatauenga, deus da guerra, que deu origem aos seres humanos; e Uru, que não era deus de nada.
Rangi e Papa viviam num perpétuo abraço de amantes. Acontece que esse enlace apaixonado não deixava a luz penetrar entre seus corpos, onde ficavam os filhos. Obrigados a viver apertados e sempre no escuro, os jovens resolveram dar um basta na situação.
– Vamos matar Rangi e Papa e ficar livres deles! – disse Tumatauenga.
– Não! – disse Tane. – Vamos apenas separálos, empurrando um para cima e deixando o outro embaixo. Assim sobrará espaço para nós e a luz vai poder entrar.
Todos acharam a idéia excelente.
Tane, que era o mais forte de todos, firmou bem os pés em Papa, encaixou os ombros no corpo de Rangi e o empurrou para cima com toda a força.
Os pais se separaram, mas – oh, decepção! – só um pouco de luz chegou ao mundo dos filhos. Além disso, Rangi e Papa estavam nus e, longe um do outro, sentiam muito frio.
Comovido com a situação, Tane abrigou o pai com o negro manto da noite.
Para a mãe fez um vestido com as mais verdes e tenras folhas e as flores mais coloridas. Em torno dela fez ondular as águas azuis dos mares e rios de Tangaroa. Os ventos de Tawhirmatea sopravam suavemente seus cabelos. Os filhos de Tumatauenga já começavam a povoar o mundo recém-criado.
Olhando lá de cima os lindos trajes da mulher e sua participação no novo mundo, Ranginui ficou doente de inveja. Sua dor cobriu o mundo com uma névoa úmida e cinzenta.
Refugiado em uma dobra do manto paterno, Uru chorava e chorava por não ter sido útil em nada aos pais e aos irmãos. Para que ninguém percebesse suas lágrimas, escondia-as em cestas e mais cestas. Mas Tane tudo percebera:
-Uru, meu irmão, preciso de sua ajuda!
– Nada tenho para dar, você bem sabe!
– Ora, Uru, você tem tantas cestas…
Surpreso e com medo de ser descoberto em sua fraqueza, Uru abaixou a cabeça: – Não tem nada dentro delas, irmão.
Tane avançou e destampou uma das cestas. Dela voaram luzes faiscantes e risonhas para todos os lados. As lágrimas de Uru haviam se transformado em crianças-luz (para nós, estrelas)!
– Uru, será que você podia me ceder duas de suas cestas? Seus filhos poderiam enfeitar e iluminar a morada de nosso pai… Uru concordou. As duas cestas foram passadas para Te Waka o Tamareriti, uma canoa muito especial. Tane conduziu a canoa até o céu, espalhando sobre o manto de Rangi milhares de estrelinhas que riam e piscavam umas para as outras o tempo todo.
Quando Tane ia pegar a segunda cesta, esta tombou e se abriu, deixando as estrelas se espalharem numa grande faixa chamada Ikaroa, que cruzou o céu de lado a lado (para nós, a Via Láctea). Tane deixou Ikaroa e Waka o Tamareriti (que é a “cauda” da nossa constelação do Escorpião) no espaço celeste, onde se tornaram os guardiões das estrelas.
Lenda indígena recontada por João Anzanello Carrascoza, ilustrada por Alarcão
Especial para o site Nova Escola
Há muito e muito tempo, vivia sobre uma planície de nuvens uma tribo muito feliz. Como não havia solo para plantar, só um emaranhado de fios branquinhos e fofos como algodão-doce, as pessoas se alimentavam da carne de aves abatidas com flechas, que faziam amarrando em feixe uma porção dos fios que formavam o chão. De vez em quando, o chão dava umas sacudidelas, a planície inteira corcoveava e diminuía de tamanho, como se alguém abocanhasse parte dela.
Certa vez, tentando alvejar uma ave, um caçador errou a pontaria e a flecha se cravou no chão. Ao arrancá-la, ele viu que se abrira uma fenda, através da qual pôde ver que lá embaixo havia outro mundo.
Espantado, o caçador tampou o buraco e foi embora. Não contou sua descoberta a ninguém.
Na manhã seguinte, voltou ao local da passagem, trançou uma longa corda com os fios do chão e desceu até o outro mundo. Foi parar no meio de uma aldeia onde uma linda índia lhe deu as boas-vindas, tão surpresa em vê-lo descer do céu quanto ele de encontrar criatura tão bela e amável. Conversaram longo tempo e o caçador soube que a região onde ele vivia era conhecida por ela e seu povo como ?o mundo das nuvens?, formado pelas águas que evaporavam dos rios, lagos e oceanos da terra. As águas caíam de volta como uma cortina líquida, que eles chamavam de chuva. ?Vai ver, é por isso que o chão lá de cima treme e encolhe?, ele pensou. Ao fim da tarde, o caçador despediu-se da moça, agarrou-se à corda e subiu de volta para casa. Dali em diante, todos os dias ele escapava para encontrar-se com a jovem. Ela descreveu
para ele os animais ferozes que havia lá embaixo. Ele disse a ela que lá no alto as coisas materiais não tinham valor nenhum.
Um dia, a jovem deu ao caçador um cristal que havia achado perto de uma cachoeira. E pediu para visitar o mundo dele. O rapaz a ajudou a subir pela corda. Mal tinham chegado lá nas alturas, descobriram que haviam sido seguidos pelos parentes dela, curiosos para ver como se vivia tão perto do céu.
Foram todos recebidos com uma grande festa, que selou a amizade entre as duas nações. A partir de então, começou um grande sobe-e-desce entre céu e terra. A corda não resistiu a tanto trânsito e se partiu. Uma larga escada foi então construída e o movimento se tornou ainda mais intenso. O povo lá de baixo, indo a toda a hora divertir-se nas nuvens, deixou de lavrar a terra e de cuidar do gado. Os habitantes lá de cima pararam de caçar pássaros e começaram a se apegar às coisas que as pessoas de baixo lhes levavam de presente ou que eles mesmos desciam para buscar.
Vendo a desarmonia instalar-se entre sua gente, o caçador destruiu a escada e fechou a passagem entre os dois mundos. Aos poucos, as coisas foram voltando ao normal, tanto na terra como nas nuvens. Mas a jovem índia, que ficara lá em cima com seu amado, tinha saudade de sua família e de seu mundo Sem poder vê-los, começou a ficar cada vez mais triste. Aborrecido, o caçador fazia tudo para alegrá-la. Só não concordava em reabrir a comunicação entre os dois mundos: o sobe-e-desce recomeçaria e a sobrevivência de todos estaria ameaçada.
Certa tarde, o caçador brincava com o cristal que ganhara da mulher. As nuvens começaram a sacudir sob seus pés, sinal de que lá embaixo estava chovendo. De repente, um raio de sol passou pelo cristal e se abriu num maravilhoso arco-íris que ligava o céu e a terra. Trocando o cristal de uma mão para outra, o rapaz viu que o arco-íris mudava de lugar.
? Iuupii! ? gritou ele. ? Descobri a solução para meus problemas!
Daquele dia em diante, quando aparecia o sol depois da chuva, sua jovem mulher escorregava pelo arco-íris abaixo e ia matar a saudade de sua gente. Se alguém lá de baixo se metia a querer visitar o mundo das nuvens, o caçador mudava a posição do cristal e o arco-íris saltava para outro lado. Até hoje, ele só permite a subida de sua amada. Que sempre volta, feliz, para seus braços.
Fábula de Esopo recontada por Georgina Martins, ilustrada por Evandro Luiz
Especial para site Nova Escola

Houve um tempo em que os bichos falavam, e eles falavam tanto que Esopo resolveu recolher e contar as histórias deles para todo mundo.
Esopo era escravo de um rei da Grécia e divertia-se inventando uma moral para as histórias que ouvia dos animais.
Na verdade, nem todos os moradores do país eram capazes de entender a linguagem dos animais, mas Esopo era. Sobretudo dos pequeninos, que falavam muito baixinho, como por exemplo os ratinhos que moravam num buraco da parede da cozinha do palácio.
Um dia, quando limpava o chão da cozinha, Esopo ouviu uns ruídos que vinham de dentro do buraquinho. Os ratinhos estavam muito agitados e preocupados, pois o rei havia colocado um gato grande e forte para tomar conta dos petiscos reais e o tal gato não era de brincar em serviço, já tinha devorado vários ratos.
Esopo apurou os ouvidos e pôde ouvir tudo o que os ratinhos diziam. Um deles, muito espevitado, parecia ser o líder e, de cima de uma caixa de fósforos, discursava:
– Meus amigos, assim não é mais possível, não temos mais paz e tudo porque o rei resolveu trazer aquela fera para cá. Precisamos fazer alguma coisa, e logo, porque senão esse gato vai acabar com a nossa raça!
Era uma assembléia de ratos e todos estavam muito empenhados em solucionar o problema que os afligia: um gato, grande e forte, que o rei havia mandado colocar na cozinha.
Já tinham perdido vários amigos nos dentes afiados da fera: o Provolone, o Roquefort, o Camembert e o pobre Tatá, o mais amado de todos.
Planejaram, planejaram e não conseguiram chegar a nenhuma conclusão que agradasse a todos. Precisavam de estratégias eficazes e seguras.
Uns achavam que deveriam matar o tal gato; outros diziam que era impossível: “Como matar uma fera daquelas?”
Horácio estava quase convencido de que a sina de seu povo era morrer entre os dentes do gato. Com lágrimas nos olhos, já ia descendo da caixa de fósforos quando Frederico, um ratinho muito tímido que nunca falava, resolveu dar sua opinião:
– Como vocês sabem, eu não gosto muito de falar, por isso serei rápido, mas antes vocês vão responder a uma pergunta: Por que esse gato é tão perigoso para nós, se somos tão ágeis e espertos?
E Horácio respondeu:
– Ora, Frederico, esse gato é silencioso, não faz nenhum barulho. Como é que vamos saber quando ele se aproxima?
– Exatamente como eu pensei. Me perdoem a modéstia, mas acho que a idéia que tive é a melhor de todas as que ouvi aqui. Vejam só, é simples: Vamos arrumar um guizo, pode ser até aquele que pegamos da roupa do bobo da corte. Lembram? Aquele que achamos bonitinho e que faz um barulho enorme.
Os ratos não estavam entendendo nada, para que serviria um guizo?
Frederico tratou de explicar:
– A gente pega o guizo e coloca no pescoço do gato. Quando ele se aproximar, vamos ouvir o barulho e fugir. Não é simples?
Todos adoraram a idéia. Era só colocar o guizo que todos ouviriam o gato se aproximar.
Todos os ratos foram abraçar Frederico e estavam na maior euforia quando, de repente, um ratinho, que não parava de roer um apetitoso pedaço de queijo, resolveu perguntar:
– Mas quem é que vai colocar o guizo no pescoço do gato?
Todos saíram cabisbaixos. Como não haviam pensado naquilo antes?
Era o fim da euforia dos ratinhos. Para Esopo, a moral da história era a seguinte: “Não adianta ter boas idéias se não temos quem as coloque em prática”. Ou ainda: “Inventar é uma coisa, colocar em prática é outra”.
Fábula recontada por Tatiana Belinky, ilustrada por Rogério Borges, especial para site Nova Escola
Vocês sabem por que quando alguém perde uma discussão, ou coisa assim, e tem de se calar, se diz que “fulano meteu a viola no saco”? Pois eu vou contar.
Há muito tempo, quando os bichos falavam e muitas coisas eram diferentes, havia muita festança no mundo. Um dia houve uma festa no céu e todos os bichos foram convidados. Entre eles, um dos mais esperados era o Urubu, porque as danças dependiam das músicas que ele tocava na viola.
No dia da festa, o Urubu enfiou sua viola no saco e, antes de iniciar a viagem, foi beber água na lagoa. Lá encontrou o Sapo Cururu, que se secava ao sol. Enquanto o Urubu bebia, o espertalhão do Cururu, que também queria ir à festa, se escondeu dentro da viola para viajar de carona.
Quando o Urubu chegou ao céu, foi muito bem recebido, pois todos esperavam por ele para começar a dançar o cateretê e a quadrilha. Mas antes o chamaram para beber umas e outras.
O Urubu foi, deixando a viola encostada num canto. O Cururu aproveitou para pular da viola sem ser visto e foi se empanturrar com os quitutes da festa. O Urubu também comeu e bebeu até não poder mais e não viu que o Cururu, aproveitando uma distração sua, se escondera de novo dentro da viola para tornar a tirar uma carona na volta para a terra.
Quando chegou a hora de voltar, o Urubu guardou a viola no saco e saiu voando de volta para casa. Durante o vôo, estranhou que a viola estivesse tão pesada. “Na vinda foi fácil, mas na volta está difícil. Será que fiquei fraco de tanto comer e beber?”, pensou ele. Por via das dúvidas, examinou o saco com a viola e acabou descobrindo o malandro do Sapo Cururu agachado lá dentro. Furioso por ser usado desse jeito, o Urubu começou a sacudir o saco com a viola, para despejar o Cururu lá do alto e se ver livre dele.
O Cururu, com medo de se esborrachar no chão pedregoso lá em baixo, recorreu à sua proverbial esperteza e começou a gritar: “Urubu, Urubu, me jogue sobre uma pedra, não me jogue na água, que eu morro afogado!”.
O Urubu, tolo, querendo se vingar do Sapo, viu lá de cima uma lagoa e tratou logo de despejar o Sapo dentro d’água, que era pra ele se afogar. O espertalhão do Cururu, que só queria era isso mesmo, saiu nadando, feliz da vida. O bobão do Urubu só não ficou “a ver navios” porque não havia navios naquela lagoa. E é por isso que, quando alguém perde a partida e tem de sair quieto e calado, dizem que “fulano teve de meter a viola no saco”…
Saiu a tão esperada lista da Revista Crescer com indicações dos 30 títulos do ano!
Pelo sexto ano consecutivo, a revista escolhe as obras infantis mais legais, selecionadas por idade. No link Livros para uma Cuca Bacana, é possível conferir trechos dos livros e a biografia dos autores, além de uma animação gráfica que revela imagens reais das histórias.
Texto: Site da Revista Nova Escola
Ele foi o pioneiro da Literatura Infantil Brasileira
Nenhum autor é tão representativo da literatura infantil brasileira do século 20 quanto Monteiro Lobato. Seu primeiro livro para crianças, A Menina do Narizinho Arrebitado, foi publicado em 1920 e, desde então, sua fantasia já atravessou décadas e segue para a terceira geração de leitores, em várias re-edições e até adaptações para a televisão, do mundo hiperrealístico do Sítio do Pica-pau Amarelo.
Nesse lugar fantástico acontecem as aventuras de Narizinho e Pedrinho na companhia de Visconde de Sabugosa, um sabugo de milho que era um sábio, Emília, uma boneca de pano falante, Quindim, um rinoceronte domesticado e Rabicó, um porco com título de marquês. Tudo sob a tutela de uma ama negra superprotetora, Tia Nastácia, e de Dona Benta, a avó das crianças. Vislumbrado pela literatura infantil mundial, Lobato fez também Peter Pan, Alice, personagens da mitologia e até o Gato Félix passearem pelo Sítio.
Por meio de linhas inventivas ou críticas, o escritor retratou um Brasil cultural e socialmente atrasado e, ao mesmo tempo, deixou-se também levar pela fantasia do imaginário infantil, no qual criou seu maior legado à literatura brasileira: a possibilidade de criar o impossível.
Biografia
Nascido em 18 de abril de 1882, em Taubaté, no Vale do Paraíba (interior de São Paulo), José Renato Monteiro Lobato – que, mais tarde resolveu mudar sou nome para José Bento Monteiro Lobato – já demonstrava gosto pela leitura e pela escrita desde os tempos de escola, escrevendo para jornaizinhos acadêmicos quando adolescente.
Perdeu o pai aos 15 anos e a mãe, aos 16. Seguindo a vontade do avô, concluiu os estudos e cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco, em São Paulo.
Foi nomeado promotor público na cidade de Areias, no interior do estado, mas não exerceu a função por muito tempo. Após a morte do avô, mudou-se para Buquira (hoje Monteiro Lobato), para morar em uma fazenda que herdara.
Ali iniciou sua projeção como grande escritor. Com base em personagens reais, criou o mundo fantástico do Sítio do Pica-Pau Amarelo e fez a denúncia da exclusão social com artigos para o jornal O Estado de S. Paulo. Esses textos, protagonizados pela figura de Jeca Tatu, formariam seu primeiro livro Urupês, em 1918.
Entediado com a vida na fazenda e sem o rendimento esperado, vendeu a propriedade e comprou a Revista do Brasil, abrindo espaço para novos nomes da literatura mostrarem seu trabalho. Com o grande fluxo de trabalhos, o negócio cresceu e virou editora, mas fechou as portas anos mais tarde, em 1925, devido à crise da indústria nacional e clima político instável da época.
Após um breve período nos Estados Unidos a serviço do governo de Washington Luís, voltou para o Brasil e iniciou uma luta em defesa do petróleo e do ferro com forte cunho nacionalista e crítico ao governo de Getúlio Vargas, o que lhe rendeu três meses na cadeia em 1940, além da apreensão e destruição de algumas obras à venda.
Em meio a um clima político pesado e sob a censura, Monteiro Lobato se aproximou dos comunistas liderados por Luís Carlos Prestes. Foi à Argentina lançar alguma de suas obras e voltou ao país em 1947. Faleceu no ano seguinte, aos 66 anos, vítima de um derrame, deixando como herança mais de 30 livros publicados, uma obra reverenciada até hoje.
Sugestões de Leitura:
Reinações de Narizinho – Primeiro livro de uma série protagonizada pelos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. É aqui que Emília, a boneca de pano, ganha vida, enquanto Pedrinho e Narizinho brincam no sítio da avó, Benta. Outros seres também entram nas histórias fantásticas, como o sábio sabugo de milho, o porco marquês e o burro falante. Considerada a obra-prima da série infantil de Monteiro Lobato, Reinações reúne os textos que abrem o mundo do Sítio para as crianças.
O Saci – Neste livro Monteiro Lobato conta a aventura de Pedrinho que, ao jogar uma peneira sobre um redemoinho de vento, captura um saci e o aprisiona em uma garrafa. Em troca de liberdade, o diabinho leva o menino para uma aventura pela mata durante a noite. Pedrinho, então, conhece a Mula-sem-cabeça, o Caipora, o Boitatá e outras figuras mitológicas. Tendo como protagonista uma das figuras mais populares do folclore brasileiro, esta obra mantém as lendas brasileiras no imaginário das crianças de hoje
Memórias de Emília – Para montar um livro de memórias – inventadas, é claro -, a boneca de pano criada por Monteiro Lobato conta com a ajuda do sábio Visconde de Sabugosa, que serve como escriba das aventuras de Emília junto dos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Ela relata ao Visconde histórias desde o seu nascimento, em meio aos retalhos de Tia Nastácia, até episódios fantásticos, que envolvem personagens como o anjinho da asa quebrada, Peter Pan, Popeye e a atriz-mirim Shirley Temple. Um clássico de Lobato, escrito em 1936
Caçadas de Pedrinho– Esta, que é uma das histórias mais conhecidas de Monteiro Lobato, conta a aventura das crianças que adentram as matas do Sítio do Pica-Pau Amarelo em busca da maior onça da região. Mas, depois matá-la, os personagens têm de enfrentar a fúria das outras onças da floresta, usando a criatividade para escapar. A jornada ainda rende um encontro inusitado com um rinoceronte muito manso, que também passa a morar no Sítio.
Ao som de músicas como Pacatatu, A pulguinha, O hipopótamo e O sono do Bicho, as turmas do Jardim I, se aparesentaram durante o fechamento de projetos do trimestre. Regidas pela educadora musical Cristiane Sanches, as turmas exibiram todo repertório do Projeto A Bicharia Canta. Os conteúdos desenvolvidos nas aulas de Ciências, atividades do Projeto Gigantes do Mar, também foram apresentados num seminário para pais e familiares. Como lembrança desse projeto, as crianças levaram para casa tubarões feitos de garrafa pet.
Leitura
Murais de desenhos revelaram todo aprendizado construído ao longo do Projeto Contos de Grimm. As crianças também participaram de dramatizações das histórias. Nos corredores da escola, uma exposição com ilustrações feitas pelos alunos atraiu a atenção de todos os visitantes.
Histórias como Rumpelstichem, o Gato de Botas, Os músicos de Bremem, O Princípe Rã e Henrique de Ferro, foram ilustradas pelos alunos e exibidas num enorme mural de ilustrações.
O projeto Contos de Grim foi trabalhado nas seguintes turmas:
Jardim I A – Paula: (História) A bela adormecida
Jardim I B – Mariana: (História ) O Ganso de ouro
Jardim I C – Flávia (História) O Gato de botas
Jardim I D – Ivalda (História) A branca de neve
Mostra de Arte
Assim com as turmas do Ensino Fundamental, os alunos dos Jardins também tiveram a oportunidade de demonstrar suas criações artísticas numa mostra especialmente produzida nas aulas do Ateliê Educar. O artista homenageado foi o cearense Aldemir Martins.As crianças fizeram a releitura da tela Gatos.
O artista

Nascido em Ingazeira, no Ceará, em 8/11/1922, Aldemir Martins tornou-se conhecido por seu trabalho vibrante e colorido. Em seus desenhos, gravuras e quadros, vêem-se cangaceiros, galos, peixes, gatos, frutas e paisagens.
Na série de Gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura. Ao longo de suas produções artísticas, o artista trabalhou com suportes diversos, como caixas de charutos, telas de linho, de juta e de tecidos variados. Muitos de seus desenhos e pinturas foram reproduzidos em produtos industrialiais, como pratos, azulejos, bandejas, xícaras e embalagens. O artista plástico cearense morreu aos 83 anos, no dia 5 de fevereiro de 2006.
OBJETIVOS dessa Mostra de Arte
– Permitir que as crianças pudessem conhecer a biografia e as obras do artista Aldemir Martins
– Possibilitar noções de cores primárias, técnicas de pintura de figuras e fundo
– Releitura através da apreciação de obras do artista
Conteúdos de Artes trabalhados em sintonia com os Projetos
Dentro dos projetos de sala Gigantes do Mar, foi trabalhado a importância da reciclagem e a anatomia dos tubarões. As turmas realizaram a construção de um tubarão, utilizando garrafas pet, também fizeram pintura sobre plástico. Destaque para a releitura da tela Gato com Flores.
Confira os melhores momentos das apresentações das turmas dos Jardins I A, B, C e D, das professoras: Paula e Mariana, Flávia e Ivalda
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