Ler e Brincar

Durante  a programação do Abril Literário Espaço Educar diversas atividades de musicalização foram realizadas pelas turmas da Educação Infantil.

Sob o comando da professora Cristiane Sanches, as turmas dos Jardins I e II se divertiram nas oficinas de contação  de histórias que uniram brincadeiras de roda, cantigas e muita imaginação.

Para entrar no clima do maravilhoso universo da leitura, os alunos foram convidados a fazer uma viagem por cenas de histórias infantis. As crianças se divertiram enquanto brincavam de representar sonoramente trechos das histórias contadas por tia Cristiane Sanches, que aproveitou para conciliar os conteúdos ateriormente vistos pelas turmas nos projetos de musicalização aos recursos narrativos de cada trama. Sendo assim, cada projeto esteve representado durante as brincadeiras literárias.

As crianças do Jardim I da manhã participaram de brincadeiras com a história Bob no país das Verdurinhas, escrita por Simone Cavalcante. “Trabalhei com eles a importância dos alimentos e as cores vivas dos legumes e frutas”, conta a educadora musical Cristiane Sanches.

Utilizando fitas coloridas, movimento e expressão corporal, os alunos formaram imagens no chão, fizeram um pratinho e de lá retiraram os legumes da sopa.

 “Foram momentos de muita imaginação e criatividade, assim substituindo a sonorização real do prato e da colher, conseguimos um resultado gratificante envolvendo a literatura e a música”, diz a educadora.

Ao contar a história Filho de peixe, peixinho não é, do autor Tiago Amaral, a educadora proveitou os conhecimentos vistos por alunos do Jardim I no projeto musical A Bicharia Canta.Um peixinho feito de material eva e conchinas do mar serviram para estimular a audição sonora. “As crianças imaginaram os sons do mar e do vento, também falamos sobre as diferenças que existem a nossa volta”, explicou Cris Sanches.

Colheres de pau ajudaram a compor sons e fazer a marcação ritmica sugerida pela história Marina Traquina, de Claudia Lins. “Foi muito interessante ver o envolvimento das turmas, a criação e improvisação musical das crianças”.
Alunos do Jardim I tarde e turmas do Jardim II, também participaram dos mesmos momentos divertidos e experimentaram atividades de relaxamento e expressao corporal.

VEJA FOTOS:

Leitura Musicada: Jardim I e Jardim II

Leitura Solidária

Estão de parabéns todos os alunos, educadores e familiares que integram a comunidade Espaço Educar pelo volume de livros arrecadados durante a realização da campanha “Todo dia é dia de livro, Todo dia é dia de Ler”

Mais de 200 livros infanto-juvenis foram arrecadados durante a campanha realizada por ocasião do Abril Literário Espaço Educar. A iniciativa solidária, promovida pelo Selo Passarada de Literatura Infantil em Alagoas, teve início em nossa escola, que aceitou ser parceira do movimento com a colocação de uma caixa coletora de doações. Outras caixas agora seguem por escolas da rede particular de ensino de Maceió e, até a V Bienal Internacional do Livro de Alagoas, terão coletado centenas de livros para distribuir gratuitamente para salas de leitura e contadores de histórias de projetos sociais que acontecem em território alagoano e no sertão de Minas Gerais.

O acervo arrecadado resultou das doações de alunos e também da Biblioteca Educar, que destinou diversos títulos para a campanha. Todos os livros arrecadados agora farão parte de atividades literárias itinerantes ou ficarão expostos em bibliotecas e salas de leitura de projetos sociais, distribuídos por Alagoas e outros destinos. Tão logo os beneficiados pela campanha comecem a receber e trabalhar com os títulos doados, os organizadores da campanha informarão em nosso site para que todos aqueles que fizeram suas doações possam obter a prestação de contas da campanha.

Abril Literário do Fundamental

As turmas do Ensino Fundamental participaram de diversas atividades na Biblioteca Educar durante a programação do Abril Literário. Além da feira literária, onde as turmas puderam comprar livros e conhecer novos títulos, divertidas brincadeiras testaram os conhecimentos das crianças a respeito de personagens e tramas.

Alguns baús de leitura foram espalhados pelo pátio da escola testando as crianças sobre conteúdos literários.

Uma exposição com produções dos alunos e textos explicativos sobre lendas e outros gêneros literários também incentivavam os leitores a entrar na brincadeira.

As atividades culminaram com uma feira de livros, onde as turmas se divertiram e fizeram divertidas descobertas!

FOTOS:

Literatura Cantada

Durante a programação do Abril Literário Espaço Educar, as turmas dos Mini aos Maternais I e Maternais II, vivenciaram uma semana recheada de histórias e de muita música. Animadas pela professora Ezra e educadoras das turminhas, as crianças participaram de diversas atividades culturais e recreativas.
O tema da narração foi a Páscoa, que envolveu todas as crianças, com canções já trabalhadas nos projetos de Musicalização da Educação Infantil!!!!!
Esse ano o COELHINHO DA PÁSCOA resolveu contar com a parceria do Sapo Jururu, da Pombinha Branca, da Macaca Sofia e de tantos outros personagens, numa deliciosa combinação sonora unindo os princípios da musicalização com a literatura!!!

VEJA FOTOS!

Qual o verdadeiro valor de um livro?

Já parou para pensar na importância que a leitura exerce sobre a vida e o imaginário de nossas crianças?

Que tal voltar no tempo e recordar a emoção daquela história contada por nossos pais, tias ou avós, e que nos acompanha até hoje!

Tente se lembrar de como era bom ouvi-los contando com gosto cada frase!

Imagine ou reinvente o rosto de seu personagem favorito, se já não consegue vê-lo tão nitidamente!

Lembre-se de como você se sentia quando lia suas próprias histórias, os livros escolhidos por você, aquele que mais te marcou e do qual ainda se lembra até hoje…

Um livro revela emoções e sentimentos capazes de nos acompanhar para sempre, da infância até a vida adulta. O bom livro, a boa história, não vale o preço que está na capa. Nem mesmo se a capa for mais simples, ou mais ilustrada.

As páginas de um bom livro carregam sonhos, fantasia, aventuras, valores e são um passaporte para a LIBERDADE…

A criança que lê porque aprendeu a amar os livros, que é estimulada pela família a vivenciar a leitura em casa e tem a liberdade de escolher suas preferências literárias, certamente caminha para um futuro onde se tornará um adulto leitor, confiante no valor dos livros e no poder criativo da literatura. 

Quem ainda não compartilhou a alegria de presentear um filho com uma história de sua infância, certamente vai descobrir que pode junto com este mesmo filho aprender a gostar de outras tramas, autores e frases.

Experimente! Tenha certeza que será uma divertida e prazerosa aventura.

*Claudia Lins é jornalista, autora de histórias infantis e uma apaixonada pelos livros
Esse texto foi publicado no Educar Notícias Especial de Leitura de 2010

Ilustrações: Tiago Amaral, Eduardo Menezes e Ddaniela Aguilar

Arca de Histórias: 2º ano

Uma oficina que misturou livros, imaginação, brincadeiras e muita fantasia. Assim foram os momentos vividos por turmas do 2º ano que participaram da Arca de Histórias, contação interativa realizada pelos autores Claudia Lins, Simone Cavalcante e Tiago Amaral. O encontro foi no auditório, onde as turmas puderam brincar e soltar a imaginação passeando com personagens de livros escritos pelos autores.

Veja como foi essa brincadeira literária!!!!

 

 

Contação Sonora: 1º ano

As turmas do 1º ano da Manhã participaram da oficina de Contação Sonora de histórias infantis com as autoras Simone Cavalcante e Claudia Lins. Os alunos ajudaram a fazer a sonoplastia das fábulas e aventuras narradas pelas autoras. Com chocalhos, apitos, pandeiros, rói-róis, e outros instrumentos sonoros, as crianças brincaram com as situações vividas pelos personagens marujo Ventania, da história Ventania e o Mapa do Tesouro, princesa MEL, da história No Reino de BILINGUINDONE, Marina Traquina, BOB no País das Verdurinhas e Lobo Juvenal de Os Três Porquinhos do Agreste. Até as professoras entraram na roda, encenando o índio de uma das histórias. A brincadeira sonora também contou com outros momentos interativos. Explorando o espaço e movimentos corporais, os leitores sonoplastas aprenderam que a leitura pode ser uma experiência prazerosa e dinâmica, indo muito além de um ato silencioso e estático.

FOTOS de alguns momentos:

As oficinas literárias prosseguem na próxima segunda-feira (11/04) com mais contação sonora, dessa vez para turmas do 1º ano da Tarde. Todas as atividades  fazem parte do Abril Literário Espaço Educar, evento que reúne de 04 a 15 de abril, diversos momentos interativos de celebração da leitura.

Brincando de Ler: 2º ano

Quem disse que livro não pode ser um brinquedo? 

Muito além das páginas ilustradas, histórias ganharam vida nessa animada contação interativa que contou com a participação de turmas do 2ºano da Tarde

A oficina Arca de Histórias convidou os alunos a uma viagem por fábulas e aventuras dos personagens de livros das autoras Claudia Lins e Simone Cavalcante.

Os alunos mergulharam com o marujo Ventania que navega pelos sete mares em busca de desafios e tesouros. Seguiram as pistas do mapa traduzido por um índio canibal, ajudaram a decifrar o enigma da garrafa encantada que veio junto com o mapa, saltaram obstáculos e escorregaram pela cauda do dragão, abriram a caixa de Pandora, até avistar no fundo do oceano o baú do tesouro que trazia dentro uma preciosidade que dinheiro algum pode comprar…

Lendo as cartas do Lobo

Com a princesa MEL, que mora lá no Reino de BILINGUINDONE, eles descobriram um lugar diferente, onde existe som de farra e a Hora do Riso. Para ajudar a princesa a encontrar o Gato Precioso e desfazer o feitiço da rainha Vermelha, as tumas passearam pelo Bosque das Maravilhas, viajaram nas bolhas de sabão até o Reino das Fábulas, encontraram personagens como a Dona Baratinha e o Lobo Juvenal, que distribuiu cartas para todos os alunos. Ao final, todos ajudaram a princesa a chegar no Ateliê de Costura da Dona Aranha Bordadeira, que apesar de ocupada, costurando vestidos para as princesas, deu uma ajudinha para MEL desfazer o feitiço e recuperar seu gato.

Leia algumas cartas que os leitores receberam!!!

Minha amiga Dona Baratinha

Aqui no Reino das Fábulas ando muito ocupado entregando cartas e lendo histórias para os Três Porquinhos.  Mas não faltarei ao seu casamento com o Gafanhoto Gilberto. Abraços na Chapeuzinho Vermelho e lembranças aos Sete Cabritinhos!  Do seu amigo: Lobo Juvenal

Sua Majestade, a princesa MEL

Foi muito bom visitar o Reino de BILINGUINDONE! Brinquei bastante com o Gato Pecioso, escorreguei nas nuvens de algodão doce junto com o DRAGÃO…  Adorei a Terra do Tudo Pode e também me diverti muito no casamento da Dona Baratinha. Mas agora tenho que voltar, pois meus amigos Três Porquinhos precisam de minha ajuda para ler histórias na Biblioteca da Floresta.   Te espero no Reino das Fábulas!  Lobo Juvenal

Brincadeiras e Movimento 

Depois da rápida viagem pelos sete mares e florestas das fábulas, as turmas brincaram de ritmar parlendas com a personagem Marina Traquina. Falaram no telefone sem fio e mergulharam no caldeirão colorido da sopa de BOB, o do País das Verdurinhas.

A proposta da oficina era que as crianças brincassem e participassem das histórias contadas e para que isso acontecesse, meninos e meninas juntos, foram divididos em grupos. Cada grupo fantasiou o momento de preparo da sopa. Descascaram e cortaram legumes, fizeram sons do cozimento no caldeirão e ao final se deliciaram com a saborosa brincadeira.

Os autores Simone Cavalcante, Tiago Amaral e Claudia Lins, do Selo Passarada de Literatura Infanto-Juvenil, participam da programação do Abril Literário Espaço Educar, evento que reúne de 04 a 15 de abril, atividades interativas na Biblioteca Educar, oficinas de contação de histórias, encontros com autores, oficinas de ilustração, bate-papo sobre livros e histórias, oficinas artísticas de construção de brinquedos artesanais no ateliê da professora Maria, contação de histórias pelas professoras da Educação Infantil, caldeirão sonoro de histórias e oficinas de musicalização com as professoras Ezra e Cris Sanches.

Ao final das oficinas, as crianças participam do sorteio de livros Os Seredos da Mata e CDs Audiolivros da Coleção Letras e Sons, em mp3, publicações do Selo Passarada, patrocinadas pela Braskem.

Para LER: “Bichionário”

Texto de DENISE DE ALMEIDA para Site UOL Crianças

Você já viu por aí alguma girafa de gravata ou um hipopótamo poeta? Sabe o que é um Xuê-guaçu? Então que tal ganhar um abraço de porco-espinho?

Se você ficou curioso para conhecer toda essa turma, saiba que ela está reunida no livro “Bichionário”, que é uma espécie de dicionário divertido dos animais.

Dividido em abas com todas as letras do alfabeto, o livro lançado pela editora Escrituras traz versinhos divertidos sobre os animais, de A a Z.

Assim, você descobre, por exemplo, que “Xuê-guaçu é um nome engraçado do sapo-cururu”.

Os textos, curtos e rimados, formam jogos de palavras e são próprios para os leitores iniciantes. As ilustrações ao longo do abecedário são bem coloridas e dão a impressão de textura, o que chama ainda mais a atenção dos leitores mirins.

Leia abaixo mais sobre o livro.

 

BICHIONÁRIO”
Idade: De 5 a 7 anos
Editora: Escrituras
Autor: Nílson José Machado
Ilustradora: Dulce Osinski
Páginas: 52
Data de edição: 2010

A história do Menino Princesa

Mãe norte-americana transforma história do filho que gosta de se vestir de rosa em livro infantil

*Site Crescer

Dyson gosta de correr, subir em árvores e jogar bola. Parece um típico menino de 5 anos. A diferença é que ele faz tudo isso usando um vestido. E nas brincadeiras de conto de fadas, ele sempre quer ser a princesa. À primeira vista é difícil imaginar como um menino assim pode ser feliz em nossa sociedade. Mas a mãe de Dyson, a norte-americana Cheryl Kilodavis, garante que sim. Para compartilhar com o mundo sua luta para que filho seja aceito e amado pelo que é, ela transformou essa história em um livro infantil. Assim nasceu My Princess Boy (ou Meu Menino Princesa, em tradução livre, sem previsão de chegada ao Brasil), lançado nos Estados Unidos no final do ano passado, que retrata a realidade de Dyson Kilodavis, um menino que desde cedo desenvolveu uma preferência por roupas e brinquedos tradicionalmente de menina. “Decidi escrevê-lo inicialmente para explicar a singularidade do meu filho aos seus professores e colegas de escola”, conta Cheryl Kilodavis. “O livro ganhou tanto destaque que deixou de ser uma mensagem só para eles e se transformou num movimento de aceitação para toda criança que alguma vez se sentiu rejeitada ou não compreendida por ser diferente”.

Tudo começou quando Dyson tinha apenas 2 anos. Um dia, ao chegar à creche para buscá-lo, Cheryl o encontrou vestido de princesa. A cena se repetiu nos dias seguintes, e o que muitos chamavam de “apenas uma fase” acabou nunca passando. “Tentamos seguir o conselho dos amigos: redirecionar”, conta Cheryl. Nada parecia funcionar até que seu filho mais velho, de então 5 anos, se manifestou: “Por que você não o deixa ser feliz?”. Foi então que surgiu a idéia de transformar em livro as anotações do seu diário. My Princess Boy foi um sucesso tão grande nos Estados Unidos que depois de apenas alguns meses de venda a editora, que não divulga o número exato das vendas, já agendou uma segunda tiragem. Segundo a autora, 98% dos muitos comentários recebidos de leitores têm sido positivos. E para ela, até o pequeno número de comentários negativos acaba também contribuindo para um diálogo construtivo sobre o problema.

My Princess Boy será apresentado na Feira do Livro Infantil de Bolonha, o maior evento internacional na área de livros e multimídia infantil, que acontece na cidade italiana na última semana de março. Segundo a editora responsável pelo livro nos Estados Unidos, há grande probabilidade de que os direitos de publicação sejam ali vendidos a editoras de outros países, fazendo com que o livro chegue a pais e crianças de todo o mundo.

Veja entrevista publicada no site da Revista Crescer com a autora!

Segundo especialistas, grande parte dos meninos nessa idade passa por uma fase de interesse por roupas e brinquedos tradicionalmente voltados para meninas. O que a fez pensar que o caso de Dyson era diferente?

Cheryl Kilodavis: Dyson tem demonstrado interesse por coisas bonitas e por roupas e brinquedos tradicionalmente de menina desde os 2 anos de idade. Agora com 5, Dyson continua a ser um menino feliz e saudável, que gosta de cor-de-rosa e usa vestidos. Foi ele quem criou a expressão “menino-princesa”. Pode ser que ele esteja apenas passando por uma longa fase de interesse por brinquedos e roupas de menina, mas o ponto comum que eu observo é sua criatividade e sua paixão por tudo o que é brilhante e bonito.

Como você ponderou as possíveis consequências que a publicação do livro poderia ter na vida da sua família e, sobretudo, na de Dyson?

C.K.: A decisão de publicar My Princess Boy não foi fácil. Na verdade, discutimos essa questão em família por um ano. Consultamos nosso pediatra e visitamos psicólogos e psiquiatras para entender o que poderia estar acontecendo. Os médicos nos disseram que Dyson é um menino saudável que, por acaso, gosta de cor-de-rosa. Eles nos aconselharam a não encorajar demais e nem reprimir demais esse comportamento: apenas aceitá-lo. Então fomos procurar um livro sobre o assunto. Não encontramos nenhum. Depois de muito tempo dizendo a professores, monitores e pais dos seus amiguinhos que eu queria que meu filho fosse apoiado em sua preferência por coisas tradicionalmente de menina (escolha do cor-de-rosa ou desejo de ser a princesa e não o cavaleiro da história), decidi transformar o meu diário em um pequeno livro. Imprimi um protótipo em uma gráfica local e passei a usá-lo como ferramenta para explicar como a exclusão machuca e que mesmo um nível básico de aceitação pode mudar vidas.

Alguma vez você se arrependeu de sua decisão?

C.K.: Não temos nenhum arrependimento até o momento. Como diz meu marido: “Não há como perder”. Se apoiamos Dyson hoje e mais tarde ele muda de ideia e para de se vestir como menina, ele pode olhar para o passado e dizer: “Não acredito que eu fiz isso um dia, mas que bom que meus pais e meu irmão me apoiaram e sempre me amaram”. Ou, se ele continuar a ser como é, poderá dizer: “Que bom que meus pais e meu irmão me apoiaram e me amaram desde pequeno, quando eu já gostava de me vestir como menina”. A questão é a felicidade de uma criança, e se essa ferramenta funcionou para mim e para a minha família, eu achei que poderia funcionar para outros também.

Como Dyson encara a atenção que vocês têm recebido desde a publicação do livro?

C.K.: Dyson é um menino desinibido e seguro. Ele fala do livro para todo mundo e gosta da atenção que recebe. No entanto, meu marido e eu tentamos contrabalançar a atenção da imprensa, mantendo Dyson e seu irmão focados em suas experiências diárias. Dyson é como qualquer criança e sua vida social é como a de qualquer menino de 5 anos. Seus amigos o aceitam como ele é, com ou sem um vestido.

Como a escola e os pais dos colegas de Dyson encararam sua iniciativa em publicar o livro?

C.K.: A professora de Dyson foi fundamental no apoio que tanto ele quanto o livro receberam da escola. Esse apoio começou quando compartilhei com ela o protótipo do livro. Ela imediatamente disse que precisaria compartilhá-lo também com a classe, para que a aceitação ocorresse também entre as crianças. Os alunos falaram sobre o livro com seus pais, os quais começaram a pedir uma cópia. Logo os amigos dos amigos também passaram a pedir uma cópia, por conhecerem alguém que também estava vivendo essa experiência.

Qual o seu conselho para pais que têm em casa um menino-princesa? E o que você diz para os pais que condenam sua iniciativa?

C.K.: Cada criança é diferente. Cada situação é diferente. O que eu posso recomendar é que cada família procure se informar sobre sua situação específica. Nossa jornada começou com meu marido e eu discutindo abertamente nossas ideias e sentimentos sobre esse desafio, pesquisando sobre o assunto, buscando nos aliar a professores, administradores, médicos, familiares, amigos, e qualquer outra pessoa que passasse algum tempo com Dyson. Como diz um provérbio africano: “É preciso uma aldeia inteira para se educar uma criança”.

Nós sabíamos que haveria reações negativas. Mas precisávamos que nosso filho fosse aceito além das fronteiras de nossa família. Precisávamos que ele fosse feliz fora de casa, tanto quanto o era dentro dela.

Como você vê o seu futuro, o da sua família e o do debate iniciado por My Princess Boy, agora que o livro alcançou fama internacional?

C.K.: A atenção e o apoio internacional têm sido extremamente positivos. Estou surpresa com a quantidade de meninos-princesa, pessoas que conhecem um menino-princesa, e pais que têm ou tiveram um menino-princesa. É maravilhoso saber que não estamos sós. Isso prova que, embora estejamos separados pela distância, estamos conectados por um objetivo comum de apoiar nossas crianças como são. Dedico-me a valorizar o tempo que tenho para guiar meus filhos para que sejam o melhor que possam ser. Acredito que o futuro é promissor para todas as nossas crianças se nós, adultos, pudermos continuar a crescer e aprender como apoiá-los e encorajar suas escolhas para uma vida feliz. My Princess Boy foi criado para iniciar e dar continuidade a uma discussão sobre amizade incondicional, e ensina crianças – e adultos – como aceitar e apoiar as pessoas como elas são.

My Princess Boy, lançado em 2010, da norte-americana Cheryl Kilodavis, conta a história de um menino saudável e feliz que gosta de se vestir de cor de rosa e de outras brincadeiras tradicionalmente de meninas. O texto é baseado na vida do filho da autora
  

 

Ler por prazer e para aprender

Veja o que a Blitz da Leitura descobriu essa semana flagrando dicas de livros legais dadas por quem adora ler!!!

A professora auxiliar do Jardim II, Geyla Carla dos Santos, estava descontraída na Biblioteca Educar, em seu momento de relax quando foi clicada por nossas lentes. O motivo do sorriso é a divertida história que leu para a turminha na roda de leitura.

Que livro tão divertido é esse?

Geyla: A Ovelha Rosa da dona Rosa é o título da história escrita por Donaldo Buchweitz, com desenhos muito legais, feitos por Lie Kobayashi. O livro fala de uma ovelinha que recebe por acidente um banho de tinta rosa e começa a se sentir  diferente dos outros animais, já que ninguém na fazenda era cor de rosa e, por mais que ela tente, nenhuma água consegue tirar a tinta. Acontece que a dona da fazenda adora essa cor e acha que a ovelinha ficou linda, mas as outras ovelhas riem dela e a bichinha vai se isolando do grupo, até que um dia conhece a dona Galinha…

E o que acontece?

Geyla: Só posso dizer que dona Galinha vai dar uma bela demonstação de amizade a amiga Ovelinha. A turma adorou essa história! Com ela aprendemos a importância de aceitarmos os amigos como eles são e de conviver com os diferentes. É uma lição de aceitação e amizade.

Literatura para uma cuca legal!

Encontrar seu José na portaria de nossa escola sempre lendo um novo livro, não é novidade! Mas é sempre encantador perceber alguém como ele, que considera o livro um amigo inseparável, companheiro de todos os momentos.

 Do que fala esse livro que o senhor está lendo?

Seu José: Fala sobre as leis mentais que transformam a medicina. A Medicina, que, leva em consideração apenas os tratamentos e seus efeitos no corpo do paciente acabou revelando suas limitações e nos últimos anos vem merecendo atenção os estudos sobre a relação mútua entre o espiríto e o corpo e sua aplicação prática. Então o livro explica sobre essas leis mentais de cura das doenças que transcendem a medicina. Ele ainda explica que você é dono de si próprio, tendo o dominio sobre sua mente, você pode promover a própria saúde física.

Que mensagem te deixa este tipo de leitura?

Seu José: Que o sentimento de união com Deus é a força mais poderosa para expulsar os pensamentos autodestrutivos do subconsciente.

Livro: Você pode Curar a si mesmo

 Autor: Moraharu Toniguchi – Editado pela Seicho-no-ie do Brasil