Incentivando outros momentos de criação artística

Texto: Tácia Albuquerque – coordenadora de Artes Visuais

Em todas as aulas de Arte falamos sobre a importância de conhecer diversos tipos de artes e buscar se expressar por meio de desenhos, pinturas, esculturas, teatro, dança, música, etc. Pois entendemos que ao fazer arte as crianças expressam reflexões sobre si, sobre o outro e sobre o mundo, podendo utilizar uma ou várias linguagens como a dança, as artes cênicas e performáticas, o audiovisual, a música ou as artes visuais em suas mais variadas especificidades.

Todos os projetos de Arte na Educação Infantil e Ensino Fundamental se embasam no Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1991), nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (1996) e na nova Base Nacional Nacional Curricular Comum (2017), além de terem como referência metodológica a Abordagem Triangular da educadora Ana Mae Barbosa, que propõe o processo educativo em Arte a partir de três ações fundantes: ler, contextualizar e fazer.

Alguns até questionam: Por que ensinar Arte na escola?

Mas acreditamos que além de ensinar e aprender Arte, vivenciar um processo criativo na escola envolve lidar com o território do sensível, que dialoga entre objetividades e subjetividades, pois a experiência estética ocorre no encontro entre indivíduo, meio e objeto, quando ocorre uma comunicação afetiva, um olhar aberto para si e para o mundo .

No livro ‘A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos’ (7. ed. rev. São Paulo: Perspectiva, 2009), a educadora Ana Mae Barbosa explica que “a produção de arte faz a criança pensar inteligentemente acerca da criação de imagens visuais, [pois] ensinar é ultrapassar conteúdos e tocar nos sentidos, na percepção do mundo e na imaginação de como ele pode ser”.

Assim, propomos que, durante todo o ano letivo, os estudantes do 1º ao 5º ano produzam obras com temáticas livres em outros ambientes e outros momentos, além da escola, e que tragam para as aulas de artes suas criações para trocarem conhecimentos sobre seus processos criativos e conversarem sobre as potencialidades das produções artísticas.

Esse momento é chamado de “Arte de Casa”, pois incentivamos as crianças a produzirem arte fora da escola e compartilharem com seus colegas!

Incentive você também! Arte por toda parte!

Confira abaixo as produções de alguns alunos:

Por isso, incentiva-se que além da escola, as crianças façam artes em outros ambientes e outros momentos, e que também tragam suas criações nas aulas de Arte para trocarem conhecimentos sobre seus processos e perceberem as potencialidades das produções artísticas.

BARBOSA, A. M. A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos. 7. ed. rev. São Paulo: Perspectiva, 2009.

Tácia Albuquerque – Coordenadora de Artes Visuais

Mais zen antes de começar a aula

Fonte: Nova Escola

O sinal soa no pátio. Em meio a gritos e gargalhadas das crianças, as professoras tentam reunir suas turmas. Ao chegar à classe, no entanto, a agitação desaparece gradualmente à medida que as luzes do ambiente diminuem. Os alunos sentam em suas carteiras e fecham os olhos. “Inspirem… expirem”, a professora Fátima Pacheco Quevedo conduz um exercício de respiração por dez minutos. O objetivo é relaxar o corpo e focar a atenção no tempo presente. Essa cena faz parte da rotina diária do CMEB Camilo Alves, em Esteio, região metropolitana de Porto Alegre, desde o início de 2016. Ela exemplifica a prática do mindfulness, ou atenção plena. A iniciativa chegou à escola pelas mãos de Isabel Cristina Souza, psicopedagoga do Centro Municipal de Educação Inclusiva da prefeitura da idade, com a intenção de reduzir o estresse dos professores. Deu tão certo que foi estendida aos alunos. “Não adianta fazer um projeto de meditação sem cuidar do bem-estar dos educadores. Por isso, iniciamos o trabalho com eles”, explica Isabel.

As técnicas de atenção plena desembarcaram nas escolas brasileiras no embalo do sucesso no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos. Na terra da rainha, em 2015, um grupo do parlamento, depois de avaliar os potenciais benefícios do mindfulness, requisitou a três escolas de referência que desenvolvessem modelos de ensino para ser replicados na rede. O relatório apontou que, além de melhorar o desempenho dos estudantes, a meditação pode ajudar na construção de competências socioemocionais, como perseverança, resiliência, confiança e colaboração. Meditar melhora o gerenciamento de capacidades cognitivas e emocionais. Por isso, quem consegue manejar seus sentimentos e está aberto a entender o outro se torna mais colaborativo.

“Fico tranquila e relaxada. Parece que é melhor para aprender e fazer as atividades quando a gente medita antes.” LAURA DE ANDRADE CAYE, aluna do 3º ano do CMEB Camilo Alves, em Esteio (RS)

Pensando em aliviar a rotina de estudos estafante do Ensino Médio, a professora Claudiah Rato inseriu exercícios de meditação na Educação Física do Colégio Dom Pedro II, no Rio de Janeiro. Desde 2012, ela criou a Meditação Laica Educacional – método que faz parte do programa de formação da instituição, aberto a professores de todo país. Roberta Pereira Batista dava aulas para o 4º ano na Escola Municipal Waldick Cunegundes Perreira, em Queimados, região metropolitana do Rio de Janeiro, quando começou a fazer o curso de Claudiah. “A primeira etapa é ficar quieto na frente da turma, com o semblante feliz e receptivo, para que eles percebam o silêncio e se acalmem”, explica Roberta. Para conseguir a atenção da turma, ela precisou de longos 80 minutos. Os alunos fizeram de tudo: teve gritaria, xingamentos, desenhos na lousa e até uma briga. Em vez de perder a paciência, a professora manteve-se impassível. O que aconteceu depois foi surpreendente. “Fui até a porta para fechá-la e consegui ouvir os meus passos. Conversei com os alunos dez minutos e todos estavam concentrados e atentos. Nunca tinha falado por mais de três minutos sem ser interrompida”, lembra. Depois de cinco sessões, os resultados já eram visíveis, a turma estava mais calma e envolvida no aprendizado.

A concentração é um benefício comumente relatado pelos professores, além da redução de casos de indisciplina, o aumento da empatia e a melhora na relação aluno-professor. Estudos também têm mostrado que a prática estimula a plasticidade cerebral. Por causa disso, os neurônios desenvolvem novas conexões e o resultado é o aprimoramento da memória, da atenção e, por consequência, da aprendizagem.

A ciência por trás do mantra

Especialistas da The Royal College of Psychiatrists (Academia Real de Psiquiatria, em tradução livre), da Inglaterra, acompanharam por um semestre 522 jovens (entre 12 e 16 anos) de 12 escolas secundárias que participam do programa Mindfulness in Schools. Os dados mostraram que os alunos expostos à meditação presentaram menos sintomas de depressão e estresse e maior sensação de bem-estar em comparação com jovens sem esse treinamento. Uma revisão de mais de 200 artigos científicos, conduzida por pesquisadores do Canadá e dos Estados Unidos, atestou a eficácia do mindfulness também no controle do estresse e da ansiedade.

Ricardo Monezi, professor do departamento de neurologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a redução no estresse se dá pela regulação na produção de hormônios como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina. “Eles são responsáveis pelo estresse negativo, que atrapalha no aprendizado.” Meditar ajuda na sincronização das ondas cerebrais. “A criança sai do piloto automático. E o cérebro dela recebe o convite para conhecer o mundo de forma diferente.” Como resultado, características como abstração e criatividade são amplificadas.

Em 2014, o grupo de Neuropsicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) analisou o rendimento de alunos que meditam usando o método criado pela psiquiatra Anmol Arora, fundadora da Mahatma Paz nas Escolas, que oferece kits de meditação gratuitos.

Inspirada na meditação transcendental (leia no quadro abaixo), a técnica consiste em repetir, durante cinco minutos, cinco mantras de paz. Depois de três meses, os alunos do 5º ano de escolas públicas de Gramado e Porto Alegre apresentaram avanço em atividades como planejamento e velocidade na assimilação de conteúdos.

O poder limitado da meditação

Diante de tantos benefícios, você pode estar ansioso para começar o mais rápido possível a meditar com seus alunos. Calma, respire. Os especialistas alertam que a meditação pode agravar quadros de transtornos severos, como a depressão. Já James Reveley, professor da Universidade de Wollongong, na Austrália, entende a meditação nas escolas como uma sutil medicalização do ensino. “Aprender a tornar-se consciente é uma forma de delegar ao jovem a responsabilidade moral de aumentar seu bem-estar emocional”, argumenta. Diferentemente da tradição budista, em que a meditação tem como objetivo a libertação individual, a versão escolar teria a finalidade de controle para maximização e eficiência.

“Os alunos passaram a acreditar no próprio potencial e nós começamos a fazer mais atividades em grupo.” FÁTIMA PACHECO QUEVEDO, professora do CMEB Camilo Alves

Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colunista de NOVA ESCOLA, também faz uma ressalva quanto ao uso no combate à indisciplina indisciplina: “A meditação não pode servir só para acalmar e se tornar um mecanismo de controle”. É preciso reconhecer que a prática não é antídoto para aulas chatas e currículos distantes dos interesses dos jovens. “Para ser efetiva, a meditação deve estar inserida dentro de um contexto amplo, em que se repense a organização das escolas.”

Para Alcione Marques, vice-coordenadora do Cuca Legal, projeto de capacitação para o ensino de competências socioemocionais, a euforia deve ser combatida. “É um recurso interessante, mas, se for apresentado como solução para tudo, não vai funcionar”, pondera. Por isso, antes de começar, questione o objetivo de ensinar os estudantes a meditar e verifique se o problema é de atenção ou de falta de estímulo. Sua escola busca outras formas de lidar com a indisciplina ou usa a meditação apenas para contorná-la? Analisando as respostas, você encontrará o caminho.

Resultado Concurso Canguru de Matemática

No dia 16 de março, cerca de 360 alunos da escola Espaço Educar, do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, participaram da prova Canguru de Matemática, concurso que tem como objetivo atrair estudantes e mostrar-lhes que a Matemática pode ser interessante, útil e divertida. Desse total, 12% dos estudantes da nossa escola foram aprovados.

A média de pontos é estabelecida pela organização da Canguru de Matemática Brasil. A prova de nível E foi aplicada a nível nacional para alunos dos 5ºs e 6ºs anos, e a prova de nível PE para alunos dos 3ºs e 4ºs anos.

Em 2016, mais de 170 mil alunos fizeram a prova, e em Alagoas, cerca de 37 escolas participaram da avaliação.

As medalhas serão entregues em uma solenidade reservada aos vencedores e suas famílias. A premiação ocorrerá após a chegada das medalhas que, segundo a organização, deverá ocorrer em julho. Breve comunicaremos a data. Acesse o site Canguru de Matemática Brasil e saiba mais sobre a prova.

Confira o resultado da nossa escola, divulgado no último dia 1º.  Resultado Canguru

Exposição: projeto Bichos Grandes

No projeto de Natureza e Sociedade, Bichos Grandes, os alunos do Maternal II estudaram algumas  espécies de animais selvagens, pesquisando suas características e aspectos relacionados ao seu modo de vida, bem como entenderam um pouco sobre o ambiente em que vivem estes animais, as características gerais, alimentação, anatomia e habitat. 

Por meio de leituras, filmes e documentários, as crianças conheceram alguns termos científicos (como mamífero, carnívoro e herbívoro), e  no final do projeto puderam estabelecer comparações entre o modo de vida e a organização de grupos de algumas espécies selvagens e puderam discutir, com os colegas de sala, sobre o tema.

Como culminância do projeto, foi montada a exposição de curiosidades e maquetes, que reproduziam o habitat com as miniaturas dos animais estudados no projeto.

 

Projeto de leitura: contos de fada

Durante o projeto de leitura do 1º bimestre, Contando e Cantando – Contos de Fadas, os alunos do Maternal I ouviram contações de histórias com diferentes personagens, participaram de recontagens individuais e coletivas (onde a professora inicia a contação da história e as crianças participam repetindo as falas dos personagens). 

Um dos objetivos do projeto de leitura Contando e Cantando é desenvolver, nas crianças, o hábito de ouvir histórias, fazendo com que elas conheçam diferentes mundos e ideias, e reconheçam os personagens e as histórias contadas. Como culminância do projeto de leitura, os alunos assistiram a dramatização da história ‘Chapeuzinho vermelho’, feita pelas tias de sala. Veja como foi:

 

 

Semana Educar de Leitura: encantando novos leitores

Antecipando as comemorações do dia nacional do Livro Infantil, comemorado dia 18 de abril, os alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental participaram, durante a Semana Educar de Leitura, de atividades de mediação e circulação literárias, um momento de encantamento e brincadeiras, que tem como objetivo despertar e estimular nas crianças, e também nas famílias, o hábito e o prazer de ler e ouvir histórias.

Orientadora pedagógica e contadora de histórias nas rodas de leitura, Lívia Martins, conta que a a Semana Educar de Leitura proporciona, de forma lúdica e afetiva, o contato da comunidade escolar com a literatura e seus diversos gêneros textuais, encantando ainda mais os alunos que já são fascinados pela magia das histórias e atraindo novos leitores, apresentando a eles um universo de imaginação, curiosidade e diversão.

Um dos momentos mais interativos da Semana Educar de Leitura é o ‘Pais Contadores’, em que pais e mães narram histórias na turma dos seus filhos. Veja como foi AQUI.

Para encerrar as atividades da semana, os alunos apreciaram uma feira livros infantojuvenis. 

Aprendendo a fazer ovinhos de chocolate

Chegou a época do ano mais rica em chocolate! Numa aula diferente de Artes, os alunos dos Jardins I e II aprenderam uma deliciosa receita de ovinhos de páscoa. Que tal aproveitar o feriado e pôr a mão na massa junto com os filhos?

Confira a receita e o modo de preparo:

Ingerdientes:
1 lata de leite em pó
1 xícara de chocolate em pó
1 lata de leite condensado

Modo de fazer:
Num recipiente, misture o leite em pó e o chocolate. Aos poucos acrescente o leite condensado até o ponto de ficar uma mistura consistente para fazer os ovinhos.

Pirâmide humana: exercício de confiança e responsabilidade

No primeiro trimestre desse ano, os alunos dos 5ºs anos revisaram alguns movimentos ginásticos (equilíbrio, corrida, saltos, movimentos acrobáticos) e tiveram aulas preparatórias para a construção da pirâmide humana, atividade de culminância do conteúdo de ginástica escolar.

Antes das crianças formarem a pirâmide, é feito com eles um trabalho preparatório de confiança e responsabilidade. Com auxílio de um esqueleto, o professor de Educação Física, Jamerson Fonseca, orienta os alunos sobre alguns cuidados de sustentação da coluna, apoio de joelho e de perna, entre outros movimentos. “O trabalho para a construção da pirâmide humana vem sendo desenvolvido desde a Educação Infantil, quando abordamos o conteúdo de ginástica escolar e treinamos a força, a confiança e a coordenação motora dos alunos. No final do conteúdo, os alunos conseguem formar a pirâmide sem dificuldades”, disse o professor Jamerson.

Confira o vídeo completo sobre o conteúdo Ginástica Escolar e Atletismo no link: Pirâmide humana

Projeto Sociedade Açucareira: visitando a Usina Serra Grande

Na última quarta-feira (05), os alunos dos 4ºs anos tiveram a oportunidade de conhecer a primeira usina de açúcar de Alagoas, Usina Serra Grande, localizada em São José da Laje. Depois, visitaram o museu Serra Grande, onde foi por muito tempo a casa do coronel Carlos Benigno Pereira de Lyra, fundador do engenho em 1894.

Em seguida, os alunos foram à comunidade quilombola do Muquém, em União dos Palmares. Aprenderam que o local, que é preservado como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi símbolo da luta pela liberdade dos escravos. Atualmente a comunidade sobrevive da produção cultural, do extrativismo, artesanato, turismo, produção de panelas de barro e da agricultura, maior fonte de renda do município.

O rio Mundaú, localizado próximo a comunidade, é utilizado como meio de trabalho, pois o barro extraído da sua margem serve de matéria-prima, para produção de alguns artefatos.

Em seguida visitaram um artesanato local, onde puderam comprar bonecas de pano, roupas feitas de crochê, panos de prato, e produtos de barro, como brincos, colares, pulseiras e panelas. Por fim saborearam o caldo-de- cana produzido na indústria local. 

“Nesse trimestre os alunos dos 4ºs anos estão aprendendo sobre a Sociedade Açucareira, e a aula de campo teve o intuito de mostrar um pouco sobre a cana-de-açúcar no Brasil, como foi a evolução das indústrias com o passar do tempo, o processo manual de plantio, colheita e transporte, até chegar às usinas”, disse a professora Karlly Melo.