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Nascido no povoado de Riacho Grande, sertão de Alagoas, e desde pequeno frequentador das feiras-livres e admirador dos repentistas, Claudio Vieira, advogado de formação e poeta por paixão, foi um dos convidados da nossa Semana Literária deste ano, e participou de um bate papo com os alunos dos 4ºs e 5ºs anos.
Apaixonado por poesia, Claudio conta que desde pequeno, por incentivo de seu pai, passou admirar o trabalho dos repentistas e poetas que se apresentavam nas feiras livres. Após um tempo distante da poesia, Claudio lembra-se do dia em que, voltando do trabalho, passou pelo Teatro Deodoro, no Centro de Maceió, e ouviu uma apresentação dos repentistas Severino Feitosa e Geraldo Amancio. “Aquele festival de viola remeteu à minha infância e percebi que sentia falta do contato com a poesia”, disse Claudio.
Alguns anos depois, como proprietário de um restaurante na Ponta Verde, Claudio chegou a promover cantorias para seus clientes, participou de diversos festivais e rodas de glosas (apresentações de violeiros, cancionistas e repentistas).
Cada verso escrito, desde o primeiro, trás sempre uma historia para contar. E é assim até hoje. Claudio conta, em poesia, a história do nascimento e casamento de seus filhos, dos netos e amigos e, escreveu quatro poesias especialmente para nossa Semana Literária. Alguns delas foram lidas para as crianças num bate papo divertido na biblioteca.
Os alunos dos Maternais I assistiram à dramatização da história ‘Chapeuzinho vermelho’, como culminância do projeto de leitura ‘Contando e Cantando – Contos de Fadas’. Durante o projeto, os alunos puderam ouvir contações de histórias com entonações ricas, perceber diferentes vozes em função dos personagens, além de participar de recontagens coletivas e individuais com auxílio das professoras.
Veja algumas fotos desses momentos:
Aqui, a música faz parte do currículo de todos os alunos, do Minimaternal ao 5º ano, e é apresentada às crianças como uma linguagem que comunica e traduz emoção, possibilitando inúmeras experiências de socialização e desenvolvimento cognitivo.
Durante o projeto de música ‘Vem pra roda’, os alunos dos Minimaternais tiveram oportunidade de manipular violão e o teclado, tiveram contato com brinquedos e objetos que remetem às canções (exemplo: sapinhos de dobraduras), e realizaram atividades rítmicas, como a brincadeiras de roda. O objetivo do projeto é permitir às crianças o contato com músicas no formato de roda, a percepção do silêncio em momentos rítmicos, além de conhecer as letras e a melodias das músicas.
Já no projeto ‘Vem cantar’, os alunos dos Maternais I fabricaram instrumentos musicais com sucata, realizaram brincadeiras envolvendo movimentação corporal, atividades de incentivo ao canto e memorização. Como culminância dos projetos, os alunos fizeram uma apresentação para amigos de outra sala. Confira as fotos:
No Espaço Educar, a música faz parte do currículo de todos os alunos, do Minimaternal ao 5º ano. Somos uma das instituições pioneiras no estado de Alagoas na implantação de uma proposta de musicalização como disciplina curricular. Aqui, a música é apresentada às crianças como uma linguagem que comunica e traduz emoção, possibilitando inúmeras experiências de socialização e desenvolvimento.
Durante o projeto de música ‘Entra na roda’, os alunos dos Maternais II tocaram instrumentos de percussão, interagiram com as canções propostas através do gestos e da movimentação, produziram sons manipulando objetos variados, entre outras atividades.
Como culminância do projeto, os alunos dos Maternais II fizeram uma apresentação para amigos e gravaram um CD com cantigas de roda, que será entregue aos pais. Confira fotos:
Como é do conhecimento de todos, estamos entrando num período com maior prevalência de gripes e resfriados, o que coloca todos nós em alerta e exige medidas mais enérgicas.
Aqui na escola usamos álcook gel algumas vezes durante o dia, reforçando a higiene das mãos das crianças e professores. Além disso, as salas de aula têm, durante a manhã e a tarde, tempos com o ar condicionado desligado e as portas abertas para renovação do ar.
Sabemos, contudo, que a mais importante providência que podemos tomar é evitar que o vírus circulem nos ambientes. Caso cheguem crianças adoentadas na escola, temos a obrigação de pedir às famílias para levá-los de volta para casa até o seu completo restabelecimento.
Contamos com vocês para que possamos enfrentar com mais tranquilidade esse período.

No dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pais, profissionais e governantes procuraram se unir para a conscientização e alerta de uma síndrome que cada vez mais afeta novas crianças. No mundo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que tenhamos 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, a estimativa é de 2 milhões de autistas.
– Mas afinal, o que é o autismo?
Autismo, ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma condição geral para um grupo de desordens complexas do desenvolvimento do cérebro. Esses distúrbios se caracterizam pela dificuldade na comunicação social e comportamentos repetitivos. Embora todas as pessoas com TEA partilhem essas dificuldades, o seu estado irá afetá-las com intensidades diferentes.
– E quais são algumas características desse Transtorno do Espectro Autista?
Indivíduos que se encontram dentro do Espectro Autista, geralmente apresentam algumas das seguintes características:
– Pouco contato visual
– Fala com dificuldade ou ausência de fala
– Hiperatividade ou muita passividade
– Resistente ao aprendizado
– Apresentam risos e movimentos inapropriados
– Não demonstra medo de perigos
– Gira objetos de maneira bizarra e peculiar
– Dificuldade para se relacionar com crianças da mesma idade
– Apresenta comportamento indiferente e arredio
– Age como se fosse surdo
– Usa as pessoas como ferramentas
– Resiste a mudança de rotina
– Apresenta apego não apropriado a objetos
Apesar de um bom desenvolvimento quando submetida à terapias corretamente indicadas e aplicadas, a criança nasce com autismo e torna-se um adulto com autismo. Até o resente momento, então, o Autismo é uma condição permanente.
Ações para o dia 2 de Abril. Participe!
– Dias 01 e 02 de abril: Shopping Pátio Maceió: Espaço com divulgação e informativos. Palestras as 19 h nos dois dias. (em frente à Le Biscuit).
– Dia 03 de abril: Presença na Orla da Ponta Verde (rua fechada) com divulgação e venda de produtos para arrecadar recursos para AMA-AL.
O que é a AMA-AL
A AMA-AL (ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS DO AUTISTA DE ALAGOAS) é uma instituição sem fins lucrativos, formada e mantida por pais de pessoas com autismo em Maceió, que tem como proposta oferecer atendimento multidisciplinar de qualidade para crianças e adolescentes com autismo. Em 2011 a AMA-AL criou um centro de tratamento multidisciplinar para crianças com autismo. Em 2014, eis que surgiu um novo desafio: a abertura de um centro educacional especializado para crianças e adolescentes com autismo, o IDHEA (INSTITUTO PARA DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES EDUCACIONAIS DE PESSOAS COM AUTISMO). Ajude esta causa através de doações (artigos de papelaria, brinquedos educativos, mobília, eletrodomésticos) ou depósito em dinheiro. A família AMA-AL agradece imensamente a sua ajuda!
Fonte: Mentira varia conforme a idade da criança (Revista Crescer)
“-John, o que você está comendo?
– Nada, mãe.
– Por que o saco de confete está vazio? Você comeu?
– Não, não comi nada.”
E John, de apenas três anos, teria se saído muito bem se não fosse seu rosto estar completamente sujo de confetes. A situação ilustra bem o que toda mãe, mais cedo ou mais tarde, precisa enfrentar: a mentira. E antes de pensar em como agir, é importante saber que a mentira evoluí conforme a idade da criança. Confira as dicas de Bruno Jardini Mader, psicólogo infantil do Hospital Pequeno Príncipe (PR), para lidar da melhor maneira com essa situação:
A partir dos 2 anos
A mentira começa junto com a possibilidade de organizar pensamentos, por isso, a partir do segundo ano de vida, a criança já usa a imaginação com esse fim, o que pode ser confundido com fantasia. “A mentira é denominada assim por adultos, mas crianças nessa idade usam a narrativa inventada muitas vezes sem saber que aquilo não corresponde à realidade. Se ela faz uma coisa errada e nega para os adultos, por exemplo, o que ela está falando é que queria que aquilo não tivesse acontecido. Não dá para chamar de mentira propriamente dita, porque dificilmente há juízo de valor”, explica o psicólogo.
Por isso, os pais podem se sentir desconfortáveis em chamar a atenção da criança. É compreensível, mas pouco eficiente. Ter uma postura omissa dificilmente vai ajudar a criança a entender que existem limites entre a realidade e a fantasia. Para driblar esse tipo de mentira e ajudar seu filho a compreendê-la, a dica do especialista é “trazer a situação para o concreto”. Se a criança quebrou um vaso e nega, por exemplo, os pais podem explicar que aquela peça tinha a função dela dentro do ambiente da casa e que agora que quebrou, as flores vão ficar sem lugar para ficar. Faça a criança entender as consequências de seus atos.
A partir dos 6 anos
Aqui a criança já tem o pensamento mais estruturado. É a idade em que começa a alfabetização, a compreensão de símbolos e códigos socialmente aceitáveis. Ela já começa a ter boa noção de certo e errado e, muitas vezes, recorre à mentira para escapar de uma punição que considera mais severa. É a fase em que ela também começa a desenvolver certa malandragem e malícia.
A dica aqui é perceber o contexto em que a criança mentiu. “Se os pais conseguem perceber mentiras constantes, medidas punitivas não são ruins, desde a criança entenda o porquê está sendo punida. A família pode mostrar que aquilo atinge a moral, explicar que esse tipo de comportamento pode trazer prejuízos para as pessoas, como deixá-las tristes, por exemplo”, diz Mader.
Outra dica é não deixar que a mentira se torne algo sem consequências, em que a criança faz, os pais chamam a atenção e tudo fica por isso mesmo. “Os pais precisam perceber que a honestidade é uma coisa a ser desenvolvida na criança e até mesmo nos próprios pais. Coisas erradas precisam ser lembradas e explicadas até que aquilo entre na cabeça das crianças”, explica o psicólogo.
Mas, na hora de chamar a atenção: cuidado. Se omissão diante da mentira é ruim, o autoritarismo puro também não contribui muito para a educação, uma vez que não exige uma auto-reflexão e pode, entre outras coisas, inibir a imaginação, que é sempre necessária para um desenvolvimento saudável do cérebro. Seja firme, mas demonstre empatia, mostre que compreende que seu filho não teve a intenção de fazer algo ruim e explique que às vezes nossas atitudes ser ruins para outras pessoas e que é por isso que devemos pensar antes de agir ou falar.
Nessa fase as habilidades sociais das crianças estão mais avançadas. Aliado a isso, as relações com os amigos começam a mudar e a despertar interesses diferentes. Surgem as necessidades de sociabilidade, popularidade, autoafirmação. A combinação desses fatores resulta em ações da criança para conseguir o que quer, recorrendo muitas vezes, à mentira como um dos artifícios.
É nessa época, por exemplo, que seu filho pode mentir que vai dormir na casa de um amigo, quando, na verdade, vai a uma festa. Ou então, se envolve em brigas para se impor no grupo de amigos e, quando questionado, nega ou tenta encontrar outros culpados.
Por isso, Jardini explica que os pais precisam entender esse momento do filho antes de partir para os castigos e proibições como punição. “Dificilmente a criança age para magoar os pais, geralmente está mais ligada à pressões sociais. E é preciso que haja a autoafirmação da criança, isso também faz parte do desenvolvimento dela. Os pais precisam compreender que isso é importante. Chamar a atenção é fundamental, mas não sem antes compreender a gravidade da mentira, as motivações e o contexto que levou em àquela história inventada ”.
Novamente vale o conselho da conversa, de trazer para o concreto e de lembrar a criança que há outras formas de se socializar sem precisar partir para a falsidade ou invenção. Mas, é claro, nada disso é válido na base do “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”. Se os pais não valorizam ou praticam a sinceridade em casa, a criança passa a entender a mentira como algo natural. Por isso, lembre-se de sempre dar o exemplo.