Adaptação escolar: Tirar da bolha é difícil

Estamos passando por um dos momentos mais temidos pelos pais, sejam eles de primeira viagem ou mesmo de várias viagens, a adaptação das crianças ao ambiente escolar.

Realmente não é nada fácil “estourarmos” a bolha protetora na qual colocamos nossos filhos. É uma ambivalência difícil de lidar, pois, se por um lado, empenhamos nossos maiores e melhores esforços para que eles sejam independentes, autônomos e felizes, por que então sofremos quando estamos conseguindo tal proeza? Afinal, este não era o nosso objetivo? Conforme BALABAN (1988,p.25), a separação é uma experiência que ocorre em todas as fases da vida humana. Portanto, neste momento é a hora da criança amadurecer a independência e autonomia, desvinculando-se um pouco da mãe, o que ocasiona desconforto de ambas as partes (da criança pelo sentimento da perda, separação da mãe, e dos pais pela impressão de total independência do filho (a)). Nesse momento é de extrema importância que os pais demonstrem confiança, paciência e perseverança.

É preciso estar sereno para suportar o choro do filho, para vê-lo se desprender do seu colo e, acima de tudo, não se sentir culpado pela decisão. A cada fase da vida precisamos nos separar e nos diferenciar dos sentimentos de nossos filhos para irmos, aos poucos, cortando o famoso cordão umbilical. E o que devemos ter sempre em mente é que cada um tem um tempo único e uma forma singular de se adaptar às novidades e que a cada nova fase perdas e ganhos acontecem. Idas e vindas, também, fazem parte do processo. Com a adaptação escolar não tem como ser diferente.

Outro dado bastante relevante a ser ressaltado é que as nossas histórias e memórias afetivas também estão sendo mobilizadas e, de certa forma, (re) vividas. Contudo, lembramos que caso nossas experiências não tenham sido positivas, as dos nossos filhos, necessariamente, não precisam ser iguais. Ou seja, a adaptação é para todos: pais, que revivem ali sua experiência escolar, crianças, que precisam se sentir seguras para criar vínculos e o próprio educador em relação àquelas novas famílias que está recebendo e conhecendo.

Cada caso é um caso, mas no final tudo se resolve no tempo certo. Bem-vindos à vida escolar! Tenho certeza que o processo será lindo de ver.

Texto por Roberta Amêndola.

Conheça a personalidade março: Maria da Penha Maia Fernandes

texto: www.ebiografia.com/maria_da_penha

Maria da Penha Maia Fernandes (1945) é uma ativista brasileira. Sua luta em nome das mulheres vítimas de violência doméstica resultou na criação da Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340), sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Maria da Penha nasceu no Ceará no dia 1º de fevereiro de 1945.

 

Formação
Formada pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica da Universidade Federal do Ceará em 1966, Maria da Penha fez um mestrado em Parasitologia em Análises Clínicas na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo em 1977.

O início da relação
Maria da Penha conheceu na universidade o parceiro Marco Antonio Heredia Viveros, um colombiano radicado no Brasil, em 1974. Ela fazia o mestrado em Farmácia enquanto ele cursava a pós-graduação em Economia. Ainda nesse ano o casal começou a namorar. Dois anos mais tarde, eles se casaram.

O princípio da violência
Maria da Penha e Marco Antonio se mudaram para Fortaleza após o término dos estudos. Foi lá que nasceram as três filhas do casal.

Segundo a ativista, as agressões começaram depois do nascimento das filhas. O período culminou com a obtenção da cidadania brasileira e da estabilização profissional do marido.

As agressões, físicas e psicológicas, atingiram a mulher e as três filhas que viviam sob constante medo.

O agravamento das agressões
Em 1983, Maria da Penha sofreu a maior das agressões. Enquanto dormia foi atingida por um tiro nas costas. A versão do marido foi que se tratou de uma tentativa de assalto, tese que foi rejeitada pela perícia.

Por conta do tiro, Maria da Penha ficou paraplégica. Ela retornou para casa quase quatro meses depois do ocorrido após duas cirurgias e uma série de internamentos.

Não satisfeito com a tentativa de assassinato, Marco Antonio manteve a esposa em cárcere privado durante 15 dias e, durante o banho, tentou eletrocutá-la.

O criminoso argumenta, até os dias de hoje, que é completamente inocente, e acusa Maria da Penha de ter destruído a sua vida.

A busca por justiça
Depois dos eventos trágicos, Maria da Penha reuniu forças e, com a ajuda de familiares e amigos, iniciou um processo na justiça para punir o seu agressor. Com a guarda das filhas, Maria da Penha finalmente saiu de casa.

Maria da Penha lutou por justiça durante 19 anos e alguns meses. Em 1991, ocorreu o primeiro julgamento onde o agressor foi condenado a 15 anos de prisão. No entanto, com os recursos movidos pelo advogado manteve-se em liberdade.

O segundo julgamento ocorreu cinco anos mais tarde. Marco Antonio foi condenado então a 10 anos e 6 meses de prisão, mas a sentença novamente não foi cumprida.

Para evitar que mais mulheres tivessem o seu destino, a ativista escreveu o livro Sobrevivi… posso contar (1994) e fundou o Instituto Maria da Penha (2009), uma organização não governamental e sem fins lucrativos para promover a defesa da mulher.

A criação da Lei Maria da Penha
Graças à repercussão do caso Maria da Penha foi aberto um debate entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade. O resultado desse diálogo foi o Projeto de Lei n.º 4.559/2004 da Câmara dos Deputados que chegou ao Senado Federal (Projeto de Lei de Câmara n.º 37/2006). O projeto foi aprovado por unanimidade nas duas Casas.

O então presidente Lula por fim sancionou a Lei Maria da Penha (formalmente Lei Número 11.340).

Se quiser conhecer mais sobre a história de vida de Maria da Penha, confira a entrevista abaixo:

 

Leia mais sobre Maria da Penha:

Como sobrevivi a duas tentativas de assassinato pelo marido e mudei as leis do Brasil

Maria da Penha, uma mulher que sobreviveu na luta

 

Vídeos sobre Maria da Penha

 

Você sabe por que é comemorado o Dia da Mulher?

E por que é comemorado dia 8 de março? Confira um vídeo bem didático para explicar para crianças a importância da data: Dia das mulheres explicado pra crianças.

 

Conversando sobre empatia: a capacidade de se colocar no lugar do outro

Um vídeo em que crianças e adolescentes aparecem derrubando uns aos outros no chão circulou nas redes sociais nas últimas semanas e preocupou alguns pais durante a volta às aulas.

Pensando nisso, a psicóloga Adriana Pitta, com colaboração da coordenação pedagógica e das professoras, conduziu um bate-papo com os alunos do Ensino Fundamental com o objetivo de alertá-los para as consequências – físicas e emocionais – das brincadeiras inadequadas.

No primeiro momento, os alunos assistiram a um vídeo sobre empatia (link vídeo). Em seguida, Adriana conduziu algumas reflexões sobre se colocar no lugar do outro, a capacidade de sentir o que o outro está sentindo e de não fazer com o outro o que você não gostaria que fizessem com você.

Para a psicóloga, quando as crianças já têm contato e praticam atitudes de empatia no ambiente familiar, acabam construindo mecanismos para lidar melhor e até ficarem mais atentos às brincadeiras de mau gosto.

“Precisamos ficar atentos às consequências dessas brincadeiras ou “trolagens”, pois elas vão desde o isolamento até a queda do rendimento escolar, podendo trazer sérios prejuízos ao estado emocional da criança. A gente, enquanto escola, precisa alertar as crianças sobre essas brincadeiras. Brincadeira que machuca não é brincadeira. Esse tipo de comportamento pode afetar a construção das relações e prejudicar a sociabilização dos alunos”, alertou Adriana Pitta.

Durante a conversa os alunos puderam tirar dúvidas, problematizar e entender todas as questões que brincadeiras como essas trazem.

É fundamental que pais e educadores estejam atentos aos sinais que podem indicar que a criança ou adolescente está enfrentando algum problema, seja como parte agressora ou como vítima.

Dia da Mulher: Roda de Conversa Entre Mulheres

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher (8 de março), a Escola Espaço Educar vai promover, próximo dia 9/03 (segunda-feira), uma roda de conversa para as colaboradoras.

A programação conta com um lanche receptivo e em seguida será aberta a roda de conversa que abordará temas relevantes ao universo feminino como autocuidado, autoestima, empoderamento, violência contra mulher, gestão de tempo, entre outros assuntos.

Conheça um pouco das convidadas para a Roda de conversa:

Major Márcia Danielli Assunção

 

Comandante da Patrulha Maria da Penha, mãe de Mário Sérgio, palestrante, atua no enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher, elucida questões desde a violência simbólica à violência psicológica e física. Realizadora de ações de inteligência destinadas à prevenção criminal e ao exercício da polícia ostensiva e da preservação da ordem pública na esfera de sua competência.

Juliana Nascimento

Mãe do Luan, Anita e Inez, enfermeira obstétrica, parteira urbana, aromaterapeuta, fitoterapeuta em formação, pioneira no parto domiciliar em Alagoas pelo Jardim das Comadres. Juliana carrega em si uma sabedoria ancestral, professora em pós-graduação em obstetrícia e estudiosa do sagrado feminino com ênfase em ginecologia natural.

Tamires Melo

Mulher negra, mãe do Yuri, feminista, militante, empreendedora e primeira especialista em cachos em Alagoas, tem em seu lema: “Cabelos e Identidade.” Fundadora do Assessoria dos Cachos. Tamires empodera pessoas através de seu trabalho, encorajando-as a aceitarem seus cabelos naturais e a terem orgulho de si.

Para participar da Roda de Conversa, basta realizar a inscrição no link (FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI) e trazer para doação itens de higiene pessoal (escova de dente, creme dental, sabonete, shampoo, condicionador, pente, desodorante, absorvente, cotonete, papel higiênico e fraldas M, G e XG adulto). O material arrecadado será doado para o projeto ‘Nem uma a menos’ (instagram.com/projetonemumaamenos).

Em 2020 você tem 366 dias para fazer o bem

Assim como em anos anteriores, escolhemos um tema para trabalhar em ações educativas ao longo do ano letivo. Esse ano, o tema da campanha é ‘Em 2020 você tem 366 dias para fazer o bem’,  em referência ao ano bissexto.

A ideia é estimular uma corrente do bem, ensinar às crianças a distinguir o bem do mal e optar pelo bem, promover ações que ajudem o próximo.

Durante o ano vamos apresentar para a comunidade escolar algumas personalidades que marcaram a humanidade pelo bem que fizeram/fazem e nos inspiram a também buscar formas de fazê-lo. Entre alguns nomes estão Malala, Maria da Penha, Chico Mendes, Nise da Silveira, Betinho, Greta Thunberg, entre outros.

Crianças do Centro Voluntariado Sementes do Vale recebem material escolar arrecadado

Durante todo este ano letivo trabalharemos com a comunidade escolar o tema ‘366 dias para fazer o bem’. Na primeira ação concreta, sugerimos que os alunos trouxessem material escolar em bom estado  (mochila, estojo, caderno com muitas folhas limpas, lápis, apontador, borracha, caneta) para crianças atendidas pelo Centro de Voluntariado SEMENTES DO VALE DO REGINALDO, que atende 70 crianças.

A entrega do material arrecadado aconteceu na última quinta-feira (13).  Ao todo arrecadamos:

  • 16 mochilas de carrinho para meninos;
  • 24 mochilas de carrinho para meninas;
  • 01 mochila de costas para menina;
  • 03 mochilas de costas para menino;
  • 01 mochila lateral para menina;
  • 03 mochilas lateral unissex;
  • 02 lancheiras para menina;
  • 05 lancheiras unissex;
  • 05 lancheiras para menino;
  • 27 estojos para meninas;
  • 27 estojos para meninos;
  • 15 estojos unissex;
  • 22 copos e canecas;
  • 27 cadernos grandes de 1 matéria;
  • 25 cadernos pequenos/ cadernetas;
  • Aproximadamente 130 livros didáticos.

Nosso agradecimento especial aos alunos e às famílias que contribuíram para alegria das crianças atendidas no Centro Voluntariado Sementes do Vale.